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Cinco influenciadoras baianas que provaram que autoridade vale mais do que viralizar

Perfis baianos mostram que profundidade rende mais do que escala

  • Foto do(a) author(a) Vanessa Brunt
  • Vanessa Brunt

Publicado em 5 de agosto de 2026 às 05:00

Tainá Diamantino | (@taidiamantino)
Tainá Diamantino | (@taidiamantino) Crédito: Tainá Diamantino 

Segundo um estudo da Nielsen, empresa global de inteligência de dados e pesquisa de mercado, 86% dos consumidores afirmam confiar nas recomendações feitas por criadores de conteúdo. O dado marca uma virada: marcas deixaram de medir influência pelo número de seguidores e passaram a medir pela credibilidade acumulada ao longo do tempo.

A era do conteúdo genérico, sustentada por dancinhas replicáveis e trends que tentavam falar com todo mundo, perde força pela saturação. Hoje o capital real está na voz que ninguém mais consegue copiar.

Na Bahia, cinco perfis femininos escolheram caminhos diferentes para não se dissolver no algoritmo:

Tainá Diamantino | (@taidiamantino)

Enquanto campanhas tradicionais ainda apostam em anúncio explícito, Tainá decidiu se apoiar no UGC (User Generated Content), formato que aproxima marcas e consumidores por meio de conteúdo espontâneo. Criadora desde 2016, ela construiu relevância sem depender de fórmula viral.

Seu diferencial está na naturalidade: o que publica parece papo de amiga, não publicidade disfarçada. Num mercado saturado de métricas infladas, essa distinção pesa mais do que qualquer pico passageiro de visualizações.

Tainá prova que confiança não se compra em lote, se constrói frase por frase.

Ana Camila Praça Carvalho | (@miapcs)
Ana Camila Praça Carvalho | (@miapcs) Crédito: Ana Camila/Divulgação

Ana Camila Praça Carvalho | (@miapcs)

Foi durante uma gestação delicada que Ana Camila transformou o Instagram em espaço de partilha real, sem o verniz de perfeição que domina o nicho de maternidade. O que nasceu como necessidade pessoal virou ponto de encontro para milhares de mulheres.

Maternidade, autocuidado e bem-estar aparecem sem edição emocional em seu perfil. Fora das redes, ela concilia profissões voltadas ao cuidado com as pessoas, o que dá lastro real a tudo que publica.

Com 17.5 mil seguidores, Ana Camila prova que influência nasce quando alguém se sente representado, não quando alguém se sente vendido.

Taielle Ramos | (@engtaielleramos)
Taielle Ramos | (@engtaielleramos) Crédito: Taielle Ramos/Divulgação

Taielle Ramos | (@engtaielleramos)

No mercado da construção civil, o público costuma ver só o antes e o depois. Taielle, engenheira especializada em reformas de alto padrão, decidiu mostrar o que fica entre os dois: os desafios, os improvisos, as decisões técnicas do canteiro de obras.

O resultado é um conteúdo que mistura informação e entretenimento sem abrir mão do rigor. Seguidores acompanham cada etapa como quem segue capítulo de série, enquanto sua autoridade como engenheira cresce sem esforço promocional.

Taielle prova que até o concreto vira narrativa, quando alguém tem coragem de mostrar o processo.

Pâmela Lucciola | (@pamlucciola)
Pâmela Lucciola | (@pamlucciola) Crédito: Pamela Lucciola/Divulgação

Pâmela Lucciola | (@pamlucciola)

Antes das redes, Pâmela já tinha nome feito na comunicação baiana: seis anos à frente do TVE Revista, na TVE Bahia, e depois a criação do Band Mulher, em 2018, primeiro programa da TV aberta nordestina voltado ao público feminino, do qual também era sócia. A trajetória a levou a São Paulo, onde assumiu o comando do Melhor da Tarde, da Band, em junho de 2025.

Ao migrar parte dessa comunicação para o digital, não precisou reinventar nada. Levou para o feed a mesma leveza e a mesma credibilidade construídas na TV, sem perder o tom de quem já sabe o que está fazendo.

Com 57 mil seguidores no Instagram, Pâmela fez o caminho inverso ao da maioria dos criadores: construiu autoridade na TV para depois chegar às redes, e talvez seja esse o caminho mais difícil de percorrer.

Letícia Imbassahy | (@leticiaimbassahy)
Letícia Imbassahy | (@leticiaimbassahy) Crédito: Letícia Imbassahy/Divulgação

Letícia Imbassahy | (@leticiaimbassahy)

Num cenário que recompensa quem parece verdadeiro, Letícia encontrou na comunicação espontânea sua marca registrada. Beleza, autocuidado e estilo de vida ganham, em seu perfil, um tom leve, quase de conversa entre amigas.

Em vez de correr atrás de tendência passageira, ela aposta na própria rotina como conteúdo, repetição sem cansaço, o que é raro. A comunidade que se forma em torno dela cresce porque se reconhece nela, não porque foi convencida por ela.

Com 91.8 milhões, Letícia lembra algo que o mercado insiste em esquecer: relevância não se mede em números, se mede em quanto tempo alguém fica olhando.