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Locais com flores ou jardins poéticos para visitar em Salvador

Três em cada quatro brasileiros frequentam parques ou praças arborizadas nas cidades onde vivem

  • Foto do(a) author(a) Vanessa Brunt
  • Vanessa Brunt

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 05:00

Três em cada quatro brasileiros frequentam parques ou praças arborizadas nas cidades onde vivem, e a maioria afirma fazer isso ao menos uma vez por semana. É o que afirma pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação SOS Mata Atlântica.

Afinal, em meio ao crescimento urbano, espaços que preservam jardins passaram a ocupar um papel cada vez mais importante na experiência das cidades. Essas áreas ajudam a reduzir a ansiedade urbana (de acordo com estudo publicado em 2024 na revista científica Health & Place) e transformam cafeterias, museus, hotéis e centros culturais em lugares onde a pausa e a permanência fazem parte da visita.

A sensação de imergir em poesia também se instala nesses âmbitos. Em meus livros, afirmo: “Se você quer um grandioso jardim para atrair as borboletas, não julgue o seu dia pelo que colheu da terra, mas sim pelo que regou e colocou nela. Cada luz é um pedaço de caminho que o escuro ajuda a encontrar”. Trechos como este ou como: “Tem coisa que só vira flor quando a gente cor-ta”, surgem pela conexão entre natureza e metáforas que nos trazem tamanha lição. Flores, árvores e toques poéticos estão interligados não apenas pelas mensagens possíveis, mas também pela contemplação gerada.

Em Salvador, essa relação entre natureza e arquitetura aparece em diferentes formatos. Entre jardins históricos, floriculturas, áreas verdes preservadas e espaços culturais, é possível encontrar locais onde o verde deixa de ser apenas cenário e passa a integrar a identidade do ambiente.

Cafeteria Flor e Café (@cafeteriaflorecafe)
Cafeteria Flor e Café (@cafeteriaflorecafe) Crédito: Divulgação 

Cafeteria Flor e Café (@cafeteriaflorecafe)

Nos últimos anos, parte das cafeterias passou a investir não apenas na gastronomia, mas também em ambientes capazes de prolongar a permanência dos visitantes.

Cafés, salgados, doces e flores. Na Flor e Café, o espaço mescla a poesia de contemplar, conversar e sentir o aroma e a beleza das rosas, dos girassóis ou de outros tantos estilos.

O paisagismo dialoga com a arquitetura e cria pequenos cenários onde a luz natural, o verde e os aromas fazem parte da experiência.

AgroFlores Garden (@agrofloresgarden)
AgroFlores Garden (@agrofloresgarden) Crédito: Divulgação

AgroFlores Garden (@agrofloresgarden)

Floriculturas também deixaram de funcionar apenas como locais de compra e passaram a oferecer experiências de visitação, aproximando o público da contemplação das plantas e flores.

Cenário de filme. Onde a protagonista parece imersa em um jardim, mas está escolhendo as flores que vai levar para sua varanda.

Com câmaras frias e estufas, o AgroFlores Garden reúne espécies cuidadosamente cultivadas, ornamentais, flores de diferentes cores e um paisagismo que transforma cada caminhada em uma experiência contemplativa.

Entre flores e plantas, o local convida à observação e ao reencontro com a delicadeza dos pequenos detalhes.

Museu de Arte Contemporânea da Bahia (@mac_bahia)
Museu de Arte Contemporânea da Bahia (@mac_bahia) Crédito: Divulgação

Museu de Arte Contemporânea da Bahia (@mac_bahia)

Jardim que é metáfora sobre florescer, ler o silêncio e encontrar arte. Um dos meus locais favoritos.

Instalado em um casarão histórico com vista para a Baía de Todos-os-Santos, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia integra jardins, arquitetura e exposições em um único percurso. As áreas externas ampliam a experiência do visitante, permitindo que natureza e produção artística dialoguem continuamente.

Entre esculturas, árvores e o horizonte da cidade, o espaço lembra que contemplar também é uma forma de conhecer. Meu lugar favorito da cidade.

Museu de Arte Sacra da UFBA (@masufba)
Museu de Arte Sacra da UFBA (@masufba) Crédito: Divulgação

Museu de Arte Sacra da UFBA (@masufba)

Os antigos conventos preservam uma tradição em que os jardins internos sempre fizeram parte da vida cotidiana, criando espaços voltados ao silêncio e à contemplação.

Instalado no antigo Convento de Santa Teresa, o Museu de Arte Sacra da UFBA abriga um dos claustros mais belos de Salvador.

O jardim central, cercado pela arquitetura secular, cria uma atmosfera de serenidade rara em pleno centro urbano, onde história e paisagismo convivem em perfeita harmonia.

Para quem deseja se sentir um verdadeiro palácio, talvez seja uma das melhores pedidas.

Museu Carlos Costa Pinto (@museucostapinto)
Museu Carlos Costa Pinto (@museucostapinto) Crédito: Divulgação

Museu Carlos Costa Pinto (@museucostapinto)

Em alguns espaços, a vegetação atua como extensão da própria arquitetura histórica.

Escondido entre a arquitetura elegante do museu, o jardim do Museu Carlos Costa Pinto oferece uma pausa discreta em meio à cidade.

Árvores, vegetação e caminhos delicadamente integrados ao casarão transformam o espaço em um dos recantos mais contemplativos da capital.

Ali, a paisagem parece prolongar a sofisticação presente nas coleções do museu, mostrando que beleza também pode ser sinônimo de tranquilidade.

Hotel Catharina Paraguaçu (@hotelcatharinaparaguacu)
Hotel Catharina Paraguaçu (@hotelcatharinaparaguacu) Crédito: Divulgação

Hotel Catharina Paraguaçu (@hotelcatharinaparaguacu)

Hotéis instalados em casarões históricos costumam preservar áreas verdes que ajudam a manter a atmosfera original dessas construções.

Instalado em um casarão histórico no bairro do Rio Vermelho, o Hotel Catharina Paraguaçu preserva áreas ajardinadas que ajudam a construir a atmosfera tranquila do espaço.

Entre flores que invadem as janelas dos quartos, mesas para um café contemplativo, árvores, varandas e arquitetura tradicional, o ambiente convida a uma pausa cercada de verde.

Um daqueles endereços onde a cidade parece falar em um tom mais baixo.

Casa do Rio Vermelho Jorge Amado (@casadoriovermelho)
Casa do Rio Vermelho Jorge Amado (@casadoriovermelho) Crédito: Divulgação

Casa do Rio Vermelho Jorge Amado (@casadoriovermelho)

As casas-museu preservam não apenas objetos e histórias, mas também a maneira como seus antigos moradores viviam e se relacionavam com os espaços externos.

A Casa do Rio Vermelho, onde viveram Jorge Amado e Zélia Gattai, preserva não apenas a memória de dois grandes nomes da literatura brasileira, mas também um jardim acolhedor que convida à contemplação. Entre árvores e áreas verdes mantidas, o espaço oferece uma pausa do ritmo da cidade e reforça a conexão entre natureza, cultura e afeto, tornando a visita ainda mais especial.

O jardim faz parte do percurso de visitação da casa e reúne diferentes espécies de plantas, com varandas espaçosas. Uma parte importante do estilo de vida e da relação que Jorge Amado e Zélia Gattai cultivavam com a casa, ao ar livre.

Catussaba Resort Hotel (@catussabaresort)
Catussaba Resort Hotel (@catussabaresort) Crédito: Divulgação

Catussaba Resort Hotel (@catussabaresort)

Em uma cidade litorânea como Salvador, grandes áreas verdes passaram a representar um diferencial importante também para os hotéis.

Com amplas áreas verdes, coqueirais, espécies tropicais e jardins cuidadosamente preservados, o Catussaba Resort Hotel abriga um dos maiores conjuntos paisagísticos entre os hotéis de Salvador.

Caminhar por seus espaços é encontrar sombras, flores e caminhos onde o verde suaviza o ritmo da cidade.

Para quem busca alguns instantes de descanso em meio à paisagem tropical, aqui está o norte.

Florella Flores (@florellaflores_)
Florella Flores (@florellaflores_) Crédito: Vanessa Brunt/CORREIO 

Florella Flores (@florellaflores_)

Mesmo nos centros urbanos, as floriculturas ajudam a aproximar as pessoas do contato cotidiano com as flores, transformando pequenos espaços comerciais em pontos de contemplação.

Para quem está em dia mais ativo na cidade, entre shoppings como o Barra e Paralela, os balcões floridos da Florella deixam marca com os seus mais de 30 anos de história.

São buquês personalizados, caixas com chocolates e flores, plantas de diversos estilos, velas, cartões e variadas possibilidades. Tudo adentrado em um universo de rosas ou espécies raras.