Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Messi é autista? Médico que acompanhou o craque dá resposta definitiva

Endocrinologista que acompanhou o craque no Barcelona fala de fake news que circula desde 2013

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 17 de julho de 2026 às 07:30

Messi comanda Argentina em busca do tetra
Messi comanda Argentina em busca do tetra Crédito: Reprodução/Fifa

Uma informação que circula há mais de uma década sobre Lionel Messi voltou a ser desmentida por quem acompanhou de perto a infância do jogador. Em entrevista ao gshow, o endocrinologista espanhol Diego Schwarzstein, responsável pelo tratamento de crescimento do argentino quando ele chegou ao Barcelona, afirmou que o craque jamais recebeu diagnóstico de autismo ou Síndrome de Asperger.

Segundo o médico, a história não tem qualquer fundamento. "Leo Messi é um cara completamente normal. Ele teve um problema de crescimento quando criança, e é o maior jogador de futebol de todos os tempos. Não sei de onde surgiu essa história, mas é absolutamente falsa", declarou.

Schwarzstein conheceu Messi ainda adolescente, quando o jogador deixou Rosário para seguir carreira na Espanha. Na ocasião, o Barcelona assumiu os custos do tratamento hormonal necessário para corrigir um problema de crescimento que afetava o atleta. Hoje, o argentino mede 1,70 metro.

Messi com a esposa e filhos por Reprodução

Boatos persistem

Apesar da negativa do especialista, a falsa informação continua circulando na internet. O rumor surgiu em 2013, quando o jornalista Roberto Amado publicou um artigo afirmando que Messi teria sido diagnosticado com Síndrome de Asperger aos 8 anos de idade. Na época, ele sustentou que existiam "registros na internet" sobre o suposto diagnóstico.

Questionado sobre o assunto naquele período, Roberto Amado afirmou ao jornal Extra: "Não preciso provar nada para ninguém. Se ele quiser me processar, que vá provar na Justiça. Há dois anos que falo isso porque eu conheço o olhar e as pessoas envolvidas nessa questão. Não é demérito nenhum ter autismo".

A repercussão foi tão grande que extrapolou o debate nas redes sociais e chegou a figuras conhecidas do futebol. Romário comentou o assunto no antigo Twitter e publicou mensagens relacionadas ao suposto diagnóstico. Depois, informou que Jorge Horacio Messi, pai e empresário do jogador, havia entrado em contato dizendo que poderia processá-lo caso continuasse divulgando aquela informação. 

A falsa informação acabou alcançando muito mais pessoas do que os desmentidos feitos ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, a imagem de Messi como um jogador extremamente reservado contribuiu para alimentar especulações sem qualquer comprovação. 

Em entrevistas recentes, o próprio argentino disse que é "estranho" e que costuma viver períodos de maior reclusão, afirmando que poucas pessoas conseguem tirá-lo dessa rotina, entre elas a esposa, Antonela, e o filho Mateo. Paralelamente, comparações equivocadas entre autismo e habilidades extraordinárias também ajudaram a fortalecer o boato. Em diferentes momentos, o camisa 10 foi associado ao personagem Raymond Babbitt, interpretado por Dustin Hoffman no filme "Rain Man". No entanto, o personagem possui Síndrome de Savant, condição rara que não faz parte do Transtorno do Espectro Autista.

Mais de dez anos depois do surgimento da história, porém, a posição de quem conhece o histórico clínico de Messi permanece a mesma. O endocrinologista que acompanhou seu tratamento durante a infância afirma que o jogador nunca recebeu qualquer diagnóstico de autismo ou Síndrome de Asperger e classifica a narrativa como "absolutamente falsa".