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Maiara Baloni
Publicado em 6 de agosto de 2026 às 06:54
Um projeto-piloto lançado em agosto de 2026 conectou a rede chinesa UnionPay International ao sistema do Pix, permitindo a integração de transações internacionais via QR Code. A iniciativa, desenvolvida em parceria entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China, permite que turistas, empresários e leitores em viagem ao Brasil paguem compras em reais utilizando seus próprios aplicativos bancários. A tecnologia elimina a necessidade de trocar dinheiro em espécie ou depender de cartões de crédito internacionais. >
O fluxo de pagamento é concluído de forma instantânea direto no balcão. Na hora da compra, o estabelecimento comercial brasileiro gera o QR Code padrão do Pix na maquininha ou no ponto de venda. O visitante chinês faz a leitura da imagem usando o aplicativo da UnionPay ou o banco do seu país. O sistema processa e faz a conversão de valores em tempo real entre as redes financeiras, garantindo que o comerciante receba o crédito em reais na sua conta. A fase inicial alcança cerca de 15 milhões de estabelecimentos comerciais no país, com previsão de expansão para outras carteiras digitais globais.>
Pagamento seguro via Pix: Como inspecionar QR Codes antes de autorizar o envio no banco
A integração com a China reflete um movimento de internacionalização da ferramenta. Embora tenha nascido como um meio de pagamento restrito ao território nacional, o Pix ganha espaço no exterior por meio de fintechs e intermediadoras financeiras. Em destinos muito procurados por brasileiros, como Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Portugal e Chile, diversos estabelecimentos já aceitam a modalidade. Nesses locais, o comércio gera o código no valor da moeda local, a operadora fixa a taxa de câmbio no instante da compra e o cliente paga com débito direto na sua conta bancária no Brasil. >
O caminho oposto também ganha força no turismo receptivo. Empresas do setor financeiro adaptaram o sistema para que estrangeiros paguem via Pix no comércio brasileiro utilizando o saldo de suas carteiras digitais internacionais (e-wallets), com conversão automática das moedas no ato do pagamento.>
Criado pelo Banco Central e lançado em novembro de 2020, o Pix se consolidou como a principal forma de pagamento no país. A rede soma mais de 170 milhões de usuários ativos, o equivalente a 80% da população brasileira, e já incluiu mais de 71 milhões de pessoas no sistema financeiro. >
Os dados do Banco Central confirmam a adesão em massa. No final de 2025, o ecossistema bateu seu recorde diário de movimentação no dia 5 de dezembro, quando registrou 313,3 milhões de operações em 24 horas. O ritmo seguiu em alta em 2026: em maio, o sistema superou a marca de 7 bilhões de transações em um único mês, movimentando um volume financeiro superior a R$ 3 trilhões.>