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Copa de 2027 não vai mais bagunçar as férias escolares; entenda a mudança

Câmara aprova texto que devolve a autonomia para colégios de todo o país organizarem o ano letivo sem quebrar o ritmo das famílias

  • Foto do(a) author(a) Juliana Rodrigues
  • Juliana Rodrigues

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 11:00

Seleção feminina durante disputa da Copa Ouro Concacaf
Seleção feminina  Crédito: Leandro Lopes/CBF

A rotina de quem tem filho na escola não precisará passar por alterações em 2027. A Câmara dos Deputados aprovou a flexibilização do calendário escolar para o período da Copa do Mundo Feminina. O texto, que agora segue para análise do Senado Federal, acaba com a obrigação de colégios públicos e particulares anteciparem, esticarem ou fatiar o recesso do meio do ano só para coincidir com a competição. Para pais, mãe e educadores, a novidade chega como um alívio para o planejamento doméstico e pedagógico.

Arena Fonte Nova (Salvador)  por Divulgação

A proposta (PL 3481/26) derruba a exigência anterior que previa o fechamento de todas as instituições de ensino do país entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Com o novo texto, secretarias de Educação e direções escolares ganham respiro para distribuir os 200 dias letivos obrigatórios, sem atropelos na aprendizagem e sem virar do avesso a rotina de quem precisa conciliar o trabalho com a folga das crianças.

Sede do Mundial, Salvador ganha autonomia com a nova regra

A mudança faz ainda mais sentido quando observada a realidade local. Salvador será uma das cidades-sede do mundial, a Arena Fonte Nova está confirmada no circuito de jogos do torneio. No entanto, a obrigatoriedade de parar todas as escolas do país criava um transtorno injustificado mesmo para regiões sem partidas ou para dias em que a capital baiana não receberá eventos.

A imposição anterior acumulava críticas de entidades do setor, sindicatos e gestores de ensino. Autora do projeto, a deputada Any Ortiz (PP-RS) defendeu que travar o calendário escolar do Brasil inteiro desconsiderava a dinâmica do chão da escola.

A avaliação de que uma regra única não funciona para a dimensão do país ganhou eco no plenário durante a votação, como destacou o deputado Chico Alencar (Psol-RJ):

Os jogos ocorrem em apenas algumas cidades e, na maior parte das vezes, com um número reduzido de partidas, não se justificando como férias todo o período e em todo o território nacional

Chico Alencar

Deputado (Psol-RJ)

O que muda na prática para escolas e famílias

  • Autonomia na Bahia e no Brasil: a Secretaria da Educação do Estado (SEC), as secretarias municipais (como a SMED em Salvador) e as redes privadas voltam a ter liberdade total para fixar as datas do recesso de meio de ano.

  • Garantia dos 200 dias letivos: a flexibilização mantém intacta a exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de cumprir a carga horária e os 200 dias de aula no ano.

  • Ajustes pontuais na tabela: em vez de fechar por um mês, as escolas poderão ajustar horários, operar em turnos alternativos ou aplicar dispensas pontuais apenas nos dias e horários dos jogos da Seleção Brasileira ou em datas de partidas na capital baiana.

Tags:

Copa do Mundo Brasil Copa Feminina