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Mariana Rios
Publicado em 15 de julho de 2026 às 09:59
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou que a elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% (E32) foi aprovada sem estudos técnicos específicos que comprovem a segurança da medida para os veículos que circulam no país. Em nota divulgada na noite de terça-feira (14), a entidade defende que a mudança deveria ter sido precedida por novos testes. >
Segundo a associação, os estudos usados para embasar a adoção da gasolina com 30% de etanol não servem para validar o aumento para 32%. A Anfavea afirma que os testes avaliaram apenas o desempenho e a dirigibilidade dos veículos, sem analisar possíveis impactos na durabilidade dos motores, no consumo de combustível, nas emissões de poluentes e na compatibilidade da nova mistura com toda a frota brasileira.>
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A entidade também alerta que, com a nova regulamentação, a gasolina poderá ter teor de etanol de até 34% dentro da margem de tolerância prevista, cenário que, segundo a associação, também não passou por validação técnica.>
Apesar das críticas, a Anfavea reiterou que apoia o uso de biocombustíveis e considera o etanol uma vantagem competitiva do Brasil na redução das emissões de carbono. A entidade, porém, defende que mudanças na composição da gasolina sejam adotadas apenas após comprovação técnica de que não haverá riscos para os veículos nem prejuízos aos consumidores.>
O preço da gasolina poderá cair cerca de R$ 0,03 por litro com o aumento temporário da mistura obrigatória de etanol anidro no combustível. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (14) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após a aprovação da medida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).>
Segundo o ministro, além do impacto no bolso do consumidor, a mudança fortalece a segurança energética do país ao reduzir a necessidade de importar gasolina.>
"Vai baratear em 3 centavos, mas, principalmente, diminuir a nossa dependência de importação de gasolina", afirmou Alexandre Silveira durante coletiva de imprensa. >
A resolução do CNPE eleva, por 180 dias, o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina comercializada no Brasil, passando de 30% para 32%. A medida havia sido anunciada pelo governo em abril, mas dependia da aprovação do colegiado, formado por representantes de 17 ministérios.>