Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Juliana Rodrigues
Publicado em 11 de junho de 2026 às 09:00
O governo federal corre contra o tempo para limpar o estoque de pedidos atrasados do INSS até o fim de setembro. A meta, que acompanha o calendário eleitoral, busca liquidar os requerimentos parados há mais de 45 dias, esvaziando um tema sensível que vinha gerando forte desgaste político e servindo de munição para a oposição. >
Esforço do governo para reduzir a fila do INSS
A implementação da fila nacional unificada pelo INSS passou a distribuir os processos eletronicamente entre servidores de todo o país, buscando equilibrar as demandas regionais e reduzir o tempo médio de espera nacional. >
Embora o Nordeste ainda enfrente grandes desafios pelo alto volume e complexidade do Benefício de Prestação Continuada (BPC), as ações e mutirões do programa Acelera INSS focam na priorização de análises com mais de 45 dias de atraso para reduzir o tempo médio geral de espera em todo o país. >
Para acompanhar o andamento do seu processo ou verificar estatísticas atualizadas, consulte o portal Meu INSS ou entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone 135.>
Dados oficiais do instituto apontam que o total de pedidos em andamento era de 2,2 milhões em maio, mas a prioridade total do governo se concentra em 765 mil processos vencidos. >
O volume de pendências começou a recuar após o pico registrado no início do ano, com o órgão mantendo uma redução média de 280 mil casos mensais.>
Fontes do Palácio do Planalto admitem que regularizar o atendimento é crucial para blindar a gestão de críticas sobre a eficiência dos serviços públicos. O receio é que adversários utilizem os atrasos crônicos e antigos escândalos de descontos indevidos em aposentadorias para desgastar a imagem governista durante a campanha.>
A situação interna do INSS entrou em emergência quando o volume acumulado de pedidos atingiu a marca histórica de 2,7 milhões. Diante do impacto negativo da "Operação Sem Desconto"; o presidente Lula exonerou o então chefe do órgão, Gilberto Waller Júnior, em abril de 2026, abrindo espaço para a chegada da servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira.>
Para tentar reverter o cenário crítico e apressar o fluxo de análises, o governo instituiu bônus de produtividade de R$ 68 por processo avaliado por servidores internos e R$ 75 por perícia realizada por peritos médicos federais. O custeio das atividades extras tem sido feito por meio de liberações orçamentárias periódicas e remanejamentos ministeriais.>
A iniciativa ajudou o órgão a acelerar o ritmo de análises, registrando um volume recente de 890 mil concessões em um único mês. A medida vem alinhando parcialmente o andamento da autarquia às metas de eficiência do Planalto e ajudando a reduzir o tempo médio de espera em várias regiões para a faixa de mais de 45 dias. >