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iFood agora é classificado para maiores de 14 anos: entenda o que muda para adolescentes e pais

Ministério da Justiça reduziu a classificação indicativa do aplicativo após reconhecer mecanismos que impedem menores de comprar bebidas alcoólicas e outros produtos destinados a adultos

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 16 de julho de 2026 às 11:42

Ifood abre vagas remotas
Ifood Crédito: Divulgação

O aplicativo do iFood deixou de ser classificado como não recomendado para menores de 18 anos e passou a ser não recomendado para menores de 14 anos (NR14). A mudança foi anunciada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) após a plataforma comprovar que possui sistemas capazes de impedir que crianças e adolescentes tenham acesso a produtos exclusivos para adultos, como bebidas alcoólicas.

Na prática, a decisão não significa que adolescentes poderão comprar qualquer item disponível no aplicativo. O que mudou foi a avaliação do governo sobre os riscos oferecidos pela plataforma. Segundo o MJSP, como o iFood consegue bloquear a venda de produtos proibidos para menores de idade, o aplicativo passou a ser considerado mais seguro para esse público.

A nova Portaria 61/2026 da Senacon exige que as plataformas mostrem de forma transparente o valor exato repassado aos entregadores em cada corrida ou entrega realizada. Rovena Rosa/Agência Brasil por AGÊNCIA BRASIL

O que muda para pais e adolescentes?

A reclassificação traz algumas mudanças importantes:

O iFood passa a ser recomendado para usuários a partir de 14 anos, e não mais apenas para maiores de 18.

Bebidas alcoólicas e outros produtos destinados ao público adulto continuam proibidos para menores de idade.

Pais e responsáveis podem permitir o uso do aplicativo por adolescentes, sabendo que existem mecanismos para impedir compras restritas.

A classificação poderá ser revista novamente caso a plataforma deixe de cumprir os requisitos de proteção exigidos pelo governo.

Como funciona o bloqueio?

De acordo com o Ministério da Justiça e o iFood, a plataforma utiliza informações como CPF e data de nascimento para verificar a idade do usuário. Se for identificado que a conta pertence a um menor de idade, a compra de produtos restritos é bloqueada automaticamente. O sistema também cruza dados para tentar evitar fraudes, como o uso de informações de terceiros.

Por que isso aconteceu agora?

A reclassificação ocorre após a entrada em vigor do ECA Digital e do Decreto nº 12.880/2026, que ampliaram os critérios da classificação indicativa para plataformas digitais.

Além de analisar conteúdos relacionados a sexo, drogas e violência, o governo passou a considerar se aplicativos oferecem ferramentas eficazes para proteger crianças e adolescentes de riscos no ambiente digital, incluindo o acesso a produtos proibidos para menores.

Segundo o Ministério da Justiça, outras plataformas que adotarem mecanismos confiáveis de verificação de idade também poderão solicitar revisão de sua classificação indicativa.

Tags:

Adolescente Justiça Ifood