Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

OpenAI fecha acordo de US$ 3,2 milhões após acusação de discriminar trabalhadores americanos em contratações

Departamento de Justiça dos EUA afirma que houve favorecimento de profissionais com vistos temporários e dificuldades para cidadãos americanos; empresa nega irregularidades, mas aceitou pagar valor

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 17:44

Departamento de Justiça considerou que a conduta da empresa teve impacto por restringir o acesso de cidadãos americanos a empregos altamente qualificados e bem remunerados no setor de tecnologia
Departamento de Justiça considerou que a conduta da empresa teve impacto por restringir o acesso de cidadãos americanos a empregos altamente qualificados e bem remunerados no setor de tecnologia Crédito: Shutterstock

O laboratório de inteligência artificial OpenAI, responsável pelo ChatGPT, aceitou pagar US$ 3,2 milhões (cerca de R$ 17,5 milhões) para encerrar uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre supostas práticas discriminatórias em seus processos de contratação. A empresa nega ter cometido irregularidades, mas concordou com o acordo para evitar o prolongamento da disputa judicial.

Segundo o Departamento de Justiça, a OpenAI e sua subsidiária Statsig favoreceram candidatos estrangeiros com vistos temporários de trabalho em detrimento de profissionais americanos durante processos ligados ao programa PERM (Permanent Labor Certification), mecanismo utilizado por empresas para patrocinar a obtenção de residência permanente para trabalhadores estrangeiros.

De acordo com a investigação, a empresa teria adotado práticas que desencorajavam candidatos americanos a disputar essas vagas. Entre elas estavam a exigência de envio de currículos em papel pelos Correios, em vez de inscrições eletrônicas, a veiculação de anúncios de emprego em horários de baixa audiência no rádio e a ausência das vagas em seu site público de carreiras. Para o governo americano, essas medidas reduziram artificialmente a participação de trabalhadores dos Estados Unidos nos processos seletivos.

Embora o caso envolva menos de dez vagas, o Departamento de Justiça considerou que a conduta teve impacto significativo por restringir o acesso de cidadãos americanos a empregos altamente qualificados e bem remunerados no setor de tecnologia. A procuradora-geral adjunta da Divisão de Direitos Civis, Harmeet K. Dhillon, afirmou que o acordo busca garantir oportunidades justas para trabalhadores americanos e impedir a repetição dessas práticas.

Pelo acordo, a OpenAI pagará US$ 1,2 milhão em multas civis e criará um fundo de US$ 2 milhões para indenizar candidatos que possam ter sido prejudicados. A empresa também terá de revisar suas políticas de recrutamento, divulgar publicamente as vagas ligadas ao programa de imigração, aceitar inscrições eletrônicas, treinar equipes de recursos humanos e se submeter ao monitoramento do governo federal.

A OpenAI afirmou discordar das conclusões do Departamento de Justiça, mas declarou que decidiu firmar o acordo para encerrar o caso. A companhia ressaltou que continuará patrocinando vistos e processos de imigração para profissionais estrangeiros, mas que implementará as mudanças previstas no entendimento firmado com o governo americano.

Tags:

Emprego Vagas Justiça Inteligência Artificial Tecnologia