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'Pressa' de aprovar fim da escala 6x1 sem debate de impactos preocupa setores produtivos na Bahia: 'discussão contaminada pela eleição'

Presidentes da Fetrabase, Faeb, Fecomércio e Fieb cobram um adiamento nas discussões para depois das eleições e maior prudência para considerar impactos econômicos

  • Foto do(a) author(a) Lucas Pereira
  • Lucas Pereira

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 11:08

Presidentes da Fetrabase, Faeb, Fecomércio e Fieb durante a campanha
Presidentes da Fetrabase, Faeb, Fecomércio e Fieb durante a campanha "Agora, Não", pelo adiamento da mudança da escala 6x1 Crédito: Lucas Pereira/Correio

Na semana em que a Proposta de Emenda Constituição (PEC) da redução da escala trabalhista será votada no Senado, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), lançou a campanha "Agora, Não", que cobra um adiantamento das discussões devido à "pressa" desta tramitação. Apoiada pelos representantes dos setores produtivos e empresariais, a ação quer um maior diálogo com os parlamentares para estruturar o debate e uma fazer uma blindagem sobre a discussão devido aos "interesses eleitorais" do período.

Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, em Salvador, os presidentes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio), Kelsor Fernandes; da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos; Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe (Fetrabase), Décio Barros; e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda trouxeram um panorama sobre a forma "apressada" e sem diálogo que a PEC está sendo conduzida, bem como os possíveis impactos na economia do país.

"Nós não somos contra a discussão da modernização das relações de trabalhos. Somos contra o momento eleitoral a qual se está discutindo. O que nós estamos pedindo aos senadores é que adiem essa discussão, para que possamos discutir, de maneira apurada, civilizada essa mudança", afirmou Kelsor.

Na quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai votar a PEC. Caso seja aprovada na íntegra, sem mudanças, o texto segue para votação dos senadores, em dois turnos. Se passar na Casa, não será preciso de sanção presidencial e começa a valer.

Segundo o presidente da Faeb, o momento para se discutir uma mudança tão importante é inoportuno, devido à proximidade com a eleição: "Essa discussão nesse momento é uma discussão extremamente contaminada pelo período eleitoral e isso não pode acontecer, porque é uma é uma discussão que envolve todos os brasileiros".

Ao Correio, o representante da Fieb, Carlos Henrique Passos, apontou que há uma estranheza na celeridade do projeto, visto que "não tenha tido sequer um ponto a ser modificado, alterado ou melhorado" e que a campanha "Agora, Não" busca apenas adiar o debate em alguns meses, para que o foco seja no debate das relações trabalhistas e não interesses eleitorais.

Tags:

Economia Senado Fieb Escala 6x1