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Victor Lahiri
Publicado em 25 de janeiro de 2018 às 04:55
- Atualizado há 3 anos
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O financiamento imobiliário é uma das principais formas de facilitar a saída do aluguel para a sonhada casa própria quando você não tem o valor para comprar o imóvel à vista. Contudo, antes de entrar nesse ‘relacionamento sério’ que pode durar décadas, é fundamental entender todos os fatores que envolvem uma operação de crédito e como escolher a modalidade de financiamento que melhor se adequa à sua realidade. A instabilidade econômica registrada no Brasil ao longo dos últimos anos causou uma má impressão no consumidor. A palavra ‘financiamento’ passou a gerar calafrios, pois o medo de comprometer a disciplina no pagamento das prestações e acabar gerando ‘perda de dinheiro’ fez com que muita gente deixasse de buscar as linhas de crédito para adquirir um imóvel. Para o empresário e palestrante especializado no mercado imobiliário, Carlos José Berzoti, o financiamento é uma ferramenta fundamental para a movimentação do cenário de compra e venda de imóveis. “A linha de crédito é quem movimenta o mercado. A retração na disponibilidade dos recursos de financiamento impactou bastante na economia nos últimos anos”. Sobre o medo de assumir o compromisso do financiamento, Carlos ressalta: “Na poupança, o consumidor consegue juntar, no máximo, 20% do valor total. E, apesar do risco, quem toma o empréstimo deve lembrar que são parcelas distribuídas por um longo período, então ele pode regularizar a situação e não perder o que foi investido”, acrescenta. Uma boa estratégia segundo o especialista, é manter o foco em poupar, pois quanto maior o valor da entrada, mais reduzido será o período de financiamento. A pesquisa de taxas de juros também é essencial antes de fechar o negócio, porém, o cliente deve estar atento se o banco não está tentando atrelar a redução dos juros a aquisições de outros produtos da instituição, como abertura de conta corrente ou compra de seguro, fato que pode acabar deixando o ‘barato’ mais ‘caro’.Dicas na escolha O primeiro passo para a escolha acertada da linha de crédito é conhecer bem o banco onde pretende tomar um empréstimo. Em seguida, procure negociar o pagamento em parcelas que caibam no seu bolso. E, antes de assinar o contrato, fique atento ao prazo para a liberação do crédito, para evitar a perda de um bom negócio.>
Caixa Econômica Federal A Caixa permite o uso do FGTS para o pagamento de parte do imóvel. O banco financia até 80% do valor de unidades novas e usadas por até 35 anos, com taxas a partir de 5% ao ano.>
Bradesco Oferece crédito equivalente a até 80% do valor do imóvel. O financiamento pode ser dividido em até 30 anos, com taxa anual de 10%. >
Banco do Brasil O Banco do Brasil financia até 80% do preço do imóvel em até 30 anos. A taxa de juros é de 8,8% ao ano. >
Itaú Financia até 82% de imóveis com valor mínimo de R$ 80 mil. O crédito pode ser quitado em até 30 anos, com taxas que variam entre 9,9% e 10,3%.>
Santander Financimento de até 85% do valor do imóvel em 35 anos, com taxa de 12%.>