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Universidade brasileira alcança posição inédita entre as 150 melhores do mundo; veja quais baianas aparecem

Ranking da Times Higher Education reúne instituições de ensino superior de diferentes países; quatro universidades baianas também aparecem

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 14:33

Universidade de São Paulo (USP)
Universidade de São Paulo (USP) Crédito: Divulgação

Pela primeira vez, o Brasil tem uma universidade entre as 150 instituições de ensino superior mais bem avaliadas do mundo. A Universidade de São Paulo (USP) ficou na 141ª do THE World University Ranking, divulgado na última terça-feira (29), pela entidade Times Higher Education (THE), e se tornou a universidade ibero-americana mais bem sucedida na lista.

O mais recente World University Rankings 2027, elaborado pela Times Higher Education (THE), revelou, a nível global, que as instituições da Ásia retomaram a trajetória de crescimento após uma pausa no ano anterior. Para a entidade, isso pode indicar que o domínio de universidades ocidentais entre as instituições mais bem avaliadas do mundo está cada vez mais ameaçado pelo avanço das universidades asiáticas.

1) Universidade de Oxford, no Reino Unido por Reprodução

No caso da USP, o resultado de 2027 foi a melhor colocação desde a criação do ranking, em 2012. Com pouco mais de uma década de existência, o THE se tornou um dos principais rankings universitários internacionais. Na lista divulgada no ano passado, a USP ficou na faixa de 201-250.

Após a USP, vêm outras universidades brasileiras como a Universidade de Campinas (grupo de 326-350); Universidade Federal do Rio de Janeiro (601-650); Universidade Estadual Paulista (651-700); PUC Rio de Janeiro (701-800); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (701-800) e Universidades Federais de Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo (801-1000); Universidade Federal de São Carlos, PUCRS e PUC-PR (1201-1400).

Entre as baianas, a melhor posição doi da Universidade Federal da Bahia (Ufba), listada no ranking na faixa das instituições que ficam entre as 1401–1600 colocações. Entre as brasileiras, a Ufba tem a 13ª melhor colocação, empatada com as Universidades Federais de Lavras, de Juiz de Fora, do Paraná e a Universidade de Brasília.

A melhor pontuação da Ufba é na área do Direito, em que ficou na faixa de 401+. Outros destaques da pontuação da instituição são na área de Artes e Humanidades (grupo das 601-800 melhores), da Educação (grupo das 601-800 melhores) e da Psicologia (+601). Nos critérios avaliados pelo THE, o maior índice da Ufba foi em qualidade de pesquisa, que ficou com 34.5. O menor índice foi em ambiente de pesquisa, que teve pontuação de 18.3. Os resultados são gradações até 100.

Outras universidades baianas que aparecem no ranking são as Universidades Estaduais do Sudoeste da Bahia (Uesb), de Feira de Santana e de Santa Cruz - todas na faixa das 2001+ melhores.

Universidade Federal da Bahia (Ufba) por Marina Silva/CORREIO

Mundo

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, manteve a liderança pelo 11º ano consecutivo, mas ficou apenas 0,1 ponto à frente do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. Oxford teve desempenho superior em produtividade científica, coautoria internacional e proporção entre doutorandos e funcionários. O MIT, por outro lado, apresentou melhores resultados na relação entre estudantes e funcionários, impacto das citações e força da pesquisa.

Ainda assim, é possível identificar o avanço asiático com destaque na Universidade Tsinghua, da China, que subiu para a 11ª posição e ultrapassou a ETH Zurich, da Suíça. Com isso, a universidade asiática mais bem colocada no ranking passou a ocupar uma posição superior à da instituição mais bem classificada da Europa continental.

Universidade do Estado da Bahia (Uneb) por Divulgação

Tsinghua tinha ficado na 12ª colocação durante três anos consecutivos, depois de avançar rapidamente no ranking ao longo da década anterior. Segundo a Times Higher Education, a ascensão recente da instituição está relacionada principalmente ao aumento no número de professores e estudantes estrangeiros.

O desempenho da universidade chinesa, porém, é limitado por outro indicador internacional: a coautoria global de pesquisas. A situação é semelhante à da Universidade de Pequim, também da China, que aparece na 13ª posição. A National University of Singapore (NUS) também subiu duas posições e chegou ao 15º lugar. Com isso, pela primeira vez, três universidades asiáticas aparecem entre as 15 melhores do mundo.

Apesar disso, Estados Unidos e Reino Unido continuam predominando entre as dez primeiras posições. Princeton e Stanford aparecem empatadas em terceiro lugar.

Tags:

Ensino Superior