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Ministro do TSE reafirma fraude em exoneração e cassa candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado na véspera da eleição

Ministro Floriano de Azevedo Marques reafirmou entendimento de 2023 sobre a inelegibilidade do ex-procurador

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 09:25

Deltan Dallagnol
Deltan Dallagnol Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cassou na noite deste sábado (3) o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão foi tomada na véspera do primeiro turno das Eleições 2026 e determina que o status do candidato passe para “indeferido”.

Com a decisão, os votos eventualmente recebidos por Dallagnol neste domingo (4) serão considerados nulos. O ministro também reafirmou o entendimento adotado pelo próprio TSE em 2023, quando o ex-procurador foi considerado inelegível. A discussão envolve a saída de Dallagnol do Ministério Público Federal.

Segundo o entendimento da Justiça Eleitoral, ele deixou o cargo enquanto ainda respondia a procedimentos disciplinares e teria utilizado a exoneração para evitar uma possível punição que resultaria em inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. Em 2023, a decisão também levou à perda do mandato de deputado federal.

A regra do Tribunal Superior Eleitoral veda o acesso de eleitores com celulares ou câmeras na cabine de votação, O uso de anotações em papel com os números dos candidatos é um direito assegurado aos eleitores no dia do pleito. por (Foto: Ilustração, IA. gemini)

Relator do processo, Floriano Marques já havia determinado a suspensão da campanha de Dallagnol em setembro. Na ocasião, o candidato ficou impedido de utilizar recursos do fundo eleitoral, participar de debates e veicular propaganda no rádio e na televisão. O TSE manteve a medida por 5 votos a 2.

A decisão deste sábado derruba o entendimento anterior do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado a candidatura. Para Floriano, a instância regional não poderia rever uma interpretação já consolidada pelo TSE. O ministro também afirmou que o arquivamento posterior dos procedimentos administrativos contra Dallagnol no MPF não modifica o entendimento sobre sua saída do cargo.

“Por tudo que se tem nos autos, o quadro de 2023 se mantém: a exoneração tida como fraudulenta atingiu o seu objetivo, ocasionando a extinção anômala dos feitos”, afirmou o relator na decisão. A decisão provocou reação de Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela pediu que Dallagnol não desistisse. “Deltan, não abaixe a cabeça. Você é forte, corajoso e o povo de bem do Brasil ama sua vida”, declarou. Na gravação, Michelle também afirmou que o ex-procurador seria necessário para “resgatar a normalidade jurídica e o equilíbrio entre os poderes”.

Tags:

Eleições 2026