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Não tem biometria cadastrada? Saiba como votar neste domingo (4)

Quem está com o título regular não fica de fora por falta das digitais; saiba que documento levar e o que acontece na seção

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 3 de outubro de 2026 às 11:27

29,19 milhões realizaram o cadastro biométrico
Cadastro biométrico Crédito: Abdias Pinheiro/Secom/TSE

Se você nunca cadastrou a biometria ou não lembra se fez isso, pode ficar tranquilo: dá para votar normalmente no primeiro turno, neste domingo (4). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixa claro que as digitais não são uma exigência para votar em 2026. O que importa é estar com o título regular e levar um documento oficial com foto para mostrar aos mesários.

A garantia está na norma que regulamenta o pleito. A Resolução TSE nº 23.759/2026 prevê que a identificação biométrica será adotada em todas as seções do país, mas o texto determina de forma expressa que o voto não será impedido pela falta de biometria ou por eventual problema nos arquivos biométricos cadastrados.

Quais documentos levar

Para quem não tem as digitais registradas, o documento oficial com foto é indispensável. São aceitos Carteira de Identidade, Passaporte, carteiras de categorias profissionais reconhecidas por lei (como a da OAB), Certificado de Reservista, Carteira de Trabalho em formato físico e Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Esses documentos podem ser apresentados mesmo com a validade vencida, desde que permitam comprovar a identidade do eleitor.

O título de eleitor em papel não serve como identificação, porque não tem foto. Ainda assim, vale levá-lo, já que ajuda a encontrar o número da sua seção.

Atenção ao e-Título

Muita gente acha que o aplicativo resolve tudo, mas para quem não tem biometria não é bem assim. O e-Título só funciona como documento quando mostra a foto do eleitor, e a imagem só aparece para quem fez o cadastro biométrico. Então, se você abrir o app e não encontrar sua foto, a dica é simples: leve também um documento com foto.

Como funciona na seção

Na hora de votar, o caminho muda um pouco conforme cada caso. Se você não tem biometria, o processo é simples e não passa pelo leitor de digitais. Primeiro, o mesário confere o seu documento com foto. Em seguida, você informa o seu ano de nascimento, que é digitado no terminal da mesa, e assina o caderno de votação. Com isso, a urna é liberada e você vota normalmente. Depois da eleição, você será orientado a procurar a Justiça Eleitoral para cadastrar as digitais.

Se você tem biometria, mas a urna não reconhece, o sistema permite até quatro tentativas de leitura. Se ainda assim não funcionar, o mesário pergunta seu ano de nascimento e confere com os dados do cadastro. Se bater, você vota normalmente e só precisa assinar o caderno de votação, ou registrar a digital, caso não saiba ou não possa assinar.

Você pode ter biometria sem saber

Mesmo quem nunca pisou em um cartório eleitoral pode já estar com as digitais no sistema. Isso porque a Justiça Eleitoral importa dados biométricos de outros órgãos públicos, como a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e os institutos de identificação dos estados. É o caso, por exemplo, de quem tirou a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Para conferir, há três caminhos: o site do TSE, o aplicativo e-Título (se a sua foto aparecer, a biometria está registrada) ou o título impresso, que traz a expressão "Identificação Biométrica" quando o cadastro foi concluído.

Cadastro só depois da eleição

Se você não tem biometria cadastrada, não adianta correr ao cartório agora. O prazo para cadastrar a biometria antes do pleito acabou em 6 de maio, e o cadastro eleitoral fica fechado até 2 de novembro. Quem ficou sem as digitais só poderá fazer a coleta a partir daí.