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Perla Ribeiro
Publicado em 4 de outubro de 2026 às 03:30
O comparecimento às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo (4), poderá ser utilizado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como uma das formas de comprovação de vida dos beneficiários. A medida, no entanto, não significa que quem deixar de votar terá o benefício suspenso ou cancelado. >
Segundo o INSS, cerca de 40 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios estão sujeitos ao procedimento de prova de vida. A votação é uma das informações que podem ser utilizadas pelo instituto no cruzamento de dados para confirmar que o beneficiário está vivo.>
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A regra está prevista na Portaria 1.408/2022, que permite ao INSS utilizar diferentes bases de dados públicas para realizar a comprovação de vida de forma automática.>
E quem não votar?>
Quem não comparecer às urnas não perde automaticamente a aposentadoria ou outro benefício do INSS. Nesses casos, o instituto continua realizando o cruzamento de outras informações disponíveis em bases do governo. Entre os dados que podem ser considerados estão registros do Meu INSS, CadÚnico, vacinação, declaração de Imposto de Renda e operações relacionadas a benefícios, entre outros.>
De acordo com o INSS, em 2024 foram utilizados dados da Justiça Eleitoral referentes a 20.957.288 beneficiários, permitindo a atualização da prova de vida de aproximadamente 5 milhões de pessoas. Na prática, portanto, o voto pode funcionar como mais uma forma de o governo confirmar que o beneficiário está vivo, mas não votar não significa, por si só, deixar de cumprir a prova de vida.>
O INSS só adota medidas específicas quando não consegue confirmar a vida do beneficiário por nenhuma das bases de dados disponíveis. Assim, a ausência na votação não provoca corte automático da aposentadoria. O benefício segue sendo analisado pelo procedimento de prova de vida adotado pelo INSS, que utiliza diferentes registros oficiais para fazer essa verificação.>