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Norte e Nordeste lideram presença de eleitores jovens, enquanto Sul e Sudeste concentram eleitorado mais velho

Pesquisa com dados do TSE mostra mudança na geografia eleitoral, onde estados mais populosos perdem espaço de votantes com até 24 anos para o público idoso

  • Foto do(a) author(a) Matheus Marques
  • Matheus Marques

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 19:00

Na Bahia, mais de 11,2 milhões de eleitores estão aptos a votar em outubro
A geografia do eleitorado brasileiro passa por uma mudança estrutural provocada pelo envelhecimento populacional Crédito: Shutterstock

Os eleitores mais jovens do Brasil estão proporcionalmente mais concentrados nas regiões Norte e Nordeste, enquanto as regiões Sul e Sudeste abrigam um eleitorado cada vez mais envelhecido. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisados pelo Instituto Nexus, estados como Maranhão, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas chegam a ter o dobro da proporção de eleitores até 24 anos na comparação com estados como o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.

A faixa de idosos (60+), ultrapassou 36,8 milhões de pessoas, após crescer 74%, desde 2010.

A regra do Tribunal Superior Eleitoral veda o acesso de eleitores com celulares ou câmeras na cabine de votação, O uso de anotações em papel com os números dos candidatos é um direito assegurado aos eleitores no dia do pleito. por (Foto: Ilustração, IA. gemini)

Onde a juventude tem maior e menor peso no título de eleitor

O mapeamento regional detalha a posição de cada unidade da federação quanto à presença da faixa etária até 24 anos.

Maior proporção de jovens: Roraima (18%), Acre (18%), Amapá (18%), Amazonas (18%), Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).

Menor proporção de jovens: Rio Grande do Sul (9%), Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Minas Gerais (11%), Santa Catarina (11%), Paraná (11%) e Espírito Santo (11%).

Mudança de foco nas estratégias presidenciais

A perda de 5,5 milhões de eleitores jovens em números absolutos no país nos últimos 16 anos retirou esse público do centro gravitacional das principais estratégias partidárias nos grandes colégios do Sudeste.

Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados mostram que o eleitor jovem está perdendo espaço nos grandes centros eleitorais, mas descarta a ideia de que os jovens não sejam importantes.

“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas. Mas, em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico”, pontua Tokarski.

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