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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 5 de julho de 2026 às 14:00
O quintal bonito, por muito tempo, teve uma imagem quase pronta: grama baixa, aparência impecável e algum elemento chamativo para organizar a área externa, como uma fogueira, uma fonte ou um lago ornamental. >
Esse modelo ajudou a definir o visual de muitos espaços residenciais, mas já não combina tão bem com a forma como os moradores passaram a usar a casa.>
O efeito das pedras brancas para ter um belo jardim
No lugar de grandes áreas verdes uniformes, entram plantas de diferentes alturas, caminhos de pedra ou cascalho e espaços de convivência misturados ao verde, como se o quintal deixasse de ser vitrine e passasse a fazer parte da rotina.>
A mudança também tem um lado prático. Gramados extensos exigem irrigação constante, manutenção frequente e nem sempre oferecem variedade visual ao ambiente. >
Por isso, muitos projetos passaram a buscar soluções mais funcionais, acolhedoras e alinhadas à preocupação com sustentabilidade.>
A grama tradicional ainda aparece em casas e jardins, mas já não é o elemento obrigatório de antes. >
Aquele tapete verde uniforme, que durante décadas foi associado a cuidado e organização, agora divide espaço com composições mais soltas, cheias de textura e movimento.>
Espécies nativas e gramíneas ornamentais de grande porte ajudam a mudar a paisagem sem depender de grandes áreas gramadas. Quando folhas, volumes e alturas diferentes aparecem juntos, o quintal ganha profundidade e deixa de parecer uma superfície única.>
Pedras naturais, cascalho e caminhos curvos também entram nessa nova leitura. Esses elementos tornam a circulação mais interessante, quebram a rigidez do espaço e fazem o jardim parecer mais integrado ao terreno.>
Composições em camadas completam a mudança. Em vez de um verde uniforme, o projeto passa a trabalhar com contrastes, pequenas variações e trechos que parecem evoluir de maneira mais espontânea.>
A troca do gramado por jardins naturais não significa apenas mudar o tipo de vegetação. O que muda é a forma de pensar a área externa, que passa a ser planejada como ambiente de permanência, descanso e convivência.>
Áreas de estar integradas à vegetação ajudam a deixar o quintal menos artificial. Uma mesa cercada por plantas, um caminho atravessando o jardim ou um canto de descanso entre gramíneas criam uma sensação mais acolhedora e aproximam a casa da natureza.>
Durante anos, a fogueira externa foi o centro de muitos quintais. Assentos, circulação e encontros familiares costumavam girar em torno dela, como se todo o ambiente dependesse desse único ponto para funcionar.>
Agora, os projetos buscam distribuir melhor os atrativos pelo jardim. Em vez de concentrar tudo em uma fogueira, fonte ou lago ornamental, a área externa passa a ter diferentes espaços de uso, com lugares para sentar, circular, conversar e descansar.>
Esses elementos decorativos ainda podem aparecer, mas deixam de comandar a composição. O quintal ganha mais liberdade quando a experiência não fica presa a um único recurso visual.>