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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 29 de julho de 2026 às 11:11
A indústria de televisores começou 2026 apostando em uma nova tecnologia para o segmento premium. Chamada de RGB Mini LED, ela promete mais brilho, cores mais amplas e controle superior da imagem. Os primeiros testes, porém, mostram que ainda não há motivo para decretar o fim das telas OLED. >
Sony, Hisense e Samsung já colocaram modelos com o novo sistema no mercado. O desempenho chama atenção em alguns pontos, principalmente em ambientes muito iluminados, mas as vantagens nem sempre aparecem com a mesma força durante filmes, séries e jogos.>
Tecnologia
Nos televisores Mini LED tradicionais, milhares de pequenas luzes iluminam o painel por trás. No RGB Mini LED, essa retroiluminação passa a usar componentes vermelhos, verdes e azuis.>
A separação das cores permite um controle mais preciso da luz e pode ampliar o brilho e a variedade de tons exibidos. Na prática, a imagem tende a permanecer mais vibrante mesmo durante o dia ou em salas claras.>
A tecnologia, no entanto, continua baseada em um painel iluminado por trás. Por isso, ainda enfrenta dificuldades para reproduzir áreas claras e escuras ao mesmo tempo com a mesma precisão do OLED.>
A Sony criou grande expectativa em torno da linha Bravia True RGB. Os modelos Bravia 9 II e Bravia 7 II receberam avaliações positivas, mas não mostraram superioridade clara sobre as melhores TVs OLED.>
A Hisense teve uma recepção mais cautelosa com o UR9, enquanto o Samsung R95H foi elogiado pela amplitude de cores. Também surgiram dúvidas sobre borrões em cenas com movimento.>
A TCL preferiu não colocar a novidade no centro de sua estratégia. A empresa entende que o RGB Mini LED ainda precisa de painéis, eletrônica e conteúdos mais preparados, algo que pode levar alguns anos.>
O RGB Mini LED consegue atingir brilho elevado e cores intensas. Já o OLED continua se destacando pelos pretos profundos e pelo contraste, porque cada ponto da tela produz a própria luz e pode ser desligado individualmente.>
A nova tecnologia pode funcionar melhor em ambientes claros, mas isso não significa que entregue uma imagem superior em todas as situações. Em cenas escuras e conteúdos mais cinematográficos, o OLED ainda leva vantagem.>
Outro limite está na própria produção audiovisual. Grande parte dos filmes e séries não utiliza picos extremos de brilho, o que reduz a diferença percebida pelo público.>
Por enquanto, o RGB Mini LED representa um avanço, não uma revolução. A tecnologia tem potencial para crescer, mas os primeiros modelos mostram que a disputa com o OLED ainda está apenas começando.>