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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 10:06
O castelo erguido pelo cantor José Rico, que marcou a música sertaneja ao lado de Milionário, segue chamando a atenção de quem passa pela Rodovia Anhanguera, em Limeira, no interior paulista. Quase uma década após a morte do músico, ocorrida em março de 2015, aos 68 anos, a propriedade de 48 mil metros quadrados permanece com as obras inacabadas e guarda histórias que misturam memórias de família, excentricidade e disputas judiciais. >
Castelo do cantor José Rico foi abandonado após sua morte, em 2015
A construção levou 24 anos e foi desenhada pelo próprio sertanejo, sem uma planta tradicional. Ao todo, a estrutura possui quatro andares e mais de 100 cômodos. Entre as peculiaridades do projeto estão uma piscina em formato de viola, instrumento que marcou a trajetória do artista, espaços para receber familiares e um campo de futebol completo, equipado com arquibancada e até cabine de transmissão de partidas.>
O tamanho e a demora na conclusão da obra chegaram a alimentar boatos místicos entre os fãs, como a história de que uma cigana teria previsto que o cantor morreria caso parasse de construir o local, rumor que o próprio músico desmentiu em vida, afirmando que a casa era apenas um projeto pessoal pensado para sua família.>
Atualmente, o castelo enfrenta as marcas da deterioração e o impasse de uma penhora judicial decorrente de dívidas trabalhistas estimadas em R$ 6,7 milhões com um ex-músico da dupla. Após três tentativas fracassadas de leilão judicial, a Prefeitura de Limeira declarou o imóvel como área de utilidade pública com o objetivo de desapropriar o espaço e transformá-lo em um museu dedicado à história da música sertaneja.>