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Felipe Sena
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 07:30
Hoje na lista da revista Forbes, Roberto Sallouti é o 15ª como um dos homens mais ricos do Brasil, com uma fortuna de US$ 4,7 bilhões (R$ 24,18 bilhões na cotação atual). No entanto, quem acredita que foi fácil chegar a esse patamar, mesmo não vindo de uma família pobre, se engana. >
O bilionário cresceu financeiramente a partir de trabalho árduo, sobretudo após se tornar um dos SEOs do BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina. Para Roberto, o que mais lhe deixou interessado na empresa foi o fato de não precisar vir de uma família tradicional de banqueiros para investir ou se tornar sócio, já que os ganhos são conquistados por ganhos de performance e trabalho.>
Roberto Sallouti
Como um salto no tempo, ainda na infância, Roberto ajudava a família nos negócios familiares. O empresário revelou que ajuda o tio, o pai e outros parentes que tinham empreendimentos.>
“Eu vim de uma família de imigrantes [judeus, nascidos na Polônia], meu pai veio para o Brasil com 21 anos, não falava portugues, foi pra faculdade depois que eu nasci, ele veio de uma mãe analfabeta, ficou órfão de pai muito cedo, e ele sempre tinha a convicção de que a educação era transformacional, e foi isso que abriu as portas deles vindo para o Brasil. A família toda do meu pai foi empreendedora. Não tinha ninguém que tinha uma carreira muito executiva, e eu cresci nisso”, detalhou em um relato emocionante durante entrevista ao canal do YouTube Market Makers.>
Roberto ingressou no BTG Pactual como estagiário em 1994 e chegou ao cargo máximo de executivo em 2015. Sua trajetória é marcada pela ascensão interna na área de renda fixa do banco. O empresário começou no backoffice e tesouraria do então Pactual em 1994, após realizar um estágio de verão em 1992.>
Tornou-se sócio do banco em 1998, impulsionado por reestruturações internas e por sua atuação destacada na mesa de operações de renda fixa. Comandou as áreas de renda fixa local e internacional, tornando-se Global Head de renda fixa para mercados emergentes após a venda do Pactual para o UBS em 2006.>
Assumiu o cargo como Diretor de Operações em 2008, durante a criação do BTG Pactual. Assumiu o cargo de CEO em 2015, liderando o banco na consolidação como a maior instituição da América Latina.>
Como forma de contribuição por tudo o que tem conquistado ao longo de sua trajetória, Roberto Sallouti se dedica a projetos sociais e filantrópicos, com foco na área de educação e no desenvolvimento de lideranças>
É cofundador e presidente do conselho do Instituto de Tecnologia e Liderança, faculdade sem fins lucrativos voltada para a formação de líderes em tecnologia. Também é cofundador da instituição criada em conjunto com sua esposa para apoiar projetos sociais focados em educação, cidadania e outras áreas.>
Já o BTG Soma é um programa corporativo do BTG impulsionado por Roberto e focado na aceleração de ONGs e na transformação social. É membro atuante do conselho da UNICEF Brasil, faz participação em boards voltados à melhoria do ensino público e tem histórico de atuação em conselhos de organizações como BRASA, Recorde e MASP.>