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Fernanda Varela
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 13:33
O rabo de cavalo ficou mais fino, a risca do cabelo parece mais larga ou o couro cabeludo começou a aparecer onde antes não aparecia? A sensação de que o cabelo “esvaziou” pode acontecer por motivos diferentes e descobrir o que mudou é fundamental antes de investir em produtos que prometem crescimento.>
A perda de volume pode estar relacionada à queda dos fios, ao afinamento progressivo ou simplesmente à quebra do comprimento. Entre as possíveis causas estão fatores genéticos, alterações hormonais, estresse, perda rápida de peso, deficiência de ferro ou proteína, problemas de tireoide, determinados medicamentos e danos provocados por químicas e penteados. >
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A Academia Americana de Dermatologia (AAD) destaca que até o padrão da mudança oferece pistas. Uma risca que começa a ficar mais larga e o afinamento geral, por exemplo, podem aparecer na alopecia androgenética feminina. Já uma queda intensa pode ocorrer depois de situações que provocam estresse no organismo. >
1. Descubra se o problema é queda, afinamento ou quebra>
Esse é provavelmente o ponto mais importante. Se vários fios inteiros aparecem no banho, travesseiro ou escova, pode existir aumento da queda. Se o couro cabeludo está progressivamente mais visível ou a risca aumentou, pode haver afinamento. Se aparecem muitos fios menores e partidos ao longo do comprimento, a quebra também pode estar roubando volume.>
Um dermatologista consegue examinar couro cabeludo e fios e, dependendo da suspeita, solicitar exames de sangue ou outros testes para investigar deficiência nutricional, alterações hormonais, doenças ou infecções. >
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2. Não comece vitaminas para cabelo sem saber se existe deficiência>
Biotina, ferro, zinco e diversos suplementos aparecem constantemente associados ao crescimento capilar, mas tomar mais vitaminas não significa necessariamente ter mais cabelo.>
A própria AAD alerta que o excesso de determinados nutrientes pode piorar a queda. Por outro lado, ingestão insuficiente de proteína, ferro ou calorias pode contribuir para o problema. O ideal é investigar uma possível deficiência antes de suplementar. >
3. Observe se houve alguma mudança alguns meses antes>
Nem sempre o motivo da queda aconteceu na semana em que os fios começaram a cair. Existe uma condição chamada eflúvio telógeno em que uma quantidade maior de cabelos entra na fase de queda após determinados eventos.>
Estresse importante, doença, cirurgia, parto e grande perda de peso estão entre situações que podem anteceder uma queda mais intensa. Em alguns casos, o cabelo consegue recuperar gradualmente a densidade depois que o fator desencadeante passa. >
4. Dê uma folga para descoloração e outras químicas>
Quando o problema é quebra, não adianta pensar apenas no nascimento de novos fios. É preciso conseguir preservar aqueles que já estão crescendo.>
Descoloração, tinturas, alisamentos e outros processos químicos podem fragilizar a fibra capilar. Se o cabelo começou a quebrar muito depois de uma mudança química, aumentar o intervalo entre procedimentos e reforçar os cuidados com o comprimento pode ajudar a evitar que ele continue perdendo massa. >
5. Cuidado com o rabo de cavalo apertado>
Quem quer esconder um cabelo com pouco volume pode acabar prendendo ainda mais os fios, mas penteados constantemente apertados podem piorar a situação.>
Rabos de cavalo, coques, tranças e extensões que mantêm tração contínua sobre os fios podem causar alopecia por tração. Quando essa agressão persiste por muito tempo, a perda pode se tornar permanente. >
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6. Umectação ajuda a recuperar o volume?>
Aqui entra a famosa umectação. Aplicar óleo pode ter utilidade cosmética para determinados tipos de cabelo, principalmente no comprimento, ajudando no manejo de fios ressecados e reduzindo danos dependendo do produto e do tipo de cabelo. Mas um cabelo mais hidratado e com menos quebra não significa necessariamente que novos fios estejam nascendo.>
Quando o assunto é passar óleo no couro cabeludo especificamente para fazê-lo “encher”, a evidência é muito mais limitada. Por isso, a umectação não deve substituir a investigação de uma perda real de densidade.>
Ou seja: se o problema é quebra e ressecamento, cuidar da fibra pode ajudar o cabelo a manter comprimento e parecer mais encorpado. Se os folículos estão produzindo menos fios, somente óleo dificilmente resolverá a causa.>
7. Cuide do couro cabeludo, mas sem “sufocá-lo” de produtos>
O couro cabeludo também precisa de higiene adequada. A AAD orienta que a frequência de lavagem seja definida principalmente pelo tipo de cabelo e pela oleosidade. Na hora de lavar, o shampoo deve ser aplicado principalmente no couro cabeludo, retirando oleosidade, resíduos de produtos e células mortas. >
Reduzir as lavagens simplesmente porque o cabelo está caindo também não trata a causa da queda. O importante é usar produtos adequados ao tipo de cabelo e evitar esfregar ou puxar os fios com força.>
8. Alguns casos têm tratamento específico>
Quando existe uma causa médica de perda de cabelo, cosméticos não necessariamente conseguem corrigi-la. Dependendo do diagnóstico, o dermatologista pode indicar tratamentos específicos.>
O minoxidil, por exemplo, é utilizado para determinados tipos de perda capilar e pode ajudar no crescimento e na manutenção dos fios em pacientes selecionados. Isso não significa que toda pessoa que percebe o cabelo mais vazio deva começar a usá-lo. O tratamento depende da causa da perda de densidade. >
Quando é hora de procurar um dermatologista?>
Alguns sinais merecem atenção: risca ficando progressivamente mais larga, couro cabeludo cada vez mais aparente, rabo de cavalo significativamente mais fino, áreas sem cabelo, queda intensa ou perda de volume que continua por meses.>
A avaliação também é importante quando há coceira intensa, dor, descamação ou outras alterações no couro cabeludo.>
A boa notícia é que perceber a mudança cedo pode fazer diferença. Segundo a AAD, muitas causas de queda podem ser tratadas ou controladas e, de maneira geral, quanto mais cedo a causa é identificada, maiores são as possibilidades de preservar os fios existentes.>