Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Estudo revela por que o cérebro muda quando você fala dois idiomas e o que acontece com quem é bilíngue

Falar português e outra língua ao mesmo tempo exige um verdadeiro malabarismo mental; entenda como o cérebro bilíngue funciona

  • Foto do(a) author(a) Bianca Hirakawa
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Bianca Hirakawa

  • Agência Correio

Publicado em 10 de agosto de 2026 às 16:16

Palavras de idiomas diferentes podem ficar ativas ao mesmo tempo na mente e influenciar até aquele famoso
Palavras de idiomas diferentes podem ficar ativas ao mesmo tempo na mente e influenciar até aquele famoso "branco" na hora de falar Crédito: Pexels

Falar duas línguas pode ser útil para viajar, estudar ou até conseguir uma oportunidade de trabalho. Mas o que acontece dentro da cabeça de quem consegue alternar entre dois idiomas no dia a dia?

Um estudo analisou justamente essa dinâmica e ajuda a entender por que o cérebro de uma pessoa bilíngue precisa fazer um verdadeiro malabarismo para escolher as palavras certas em cada situação.

O que acontece no cérebro de quem fala dois idiomas

Quando uma pessoa bilíngue conversa, os dois idiomas podem ficar ativos no cérebro, mesmo que apenas um esteja sendo usado naquele momento.

Na prática, isso significa que a mente precisa selecionar as palavras adequadas, montar frases e evitar que o outro idioma “entre no caminho” da conversa.

É por isso que falar duas línguas envolve mais do que simplesmente saber o significado de palavras diferentes. O cérebro precisa administrar essas informações de acordo com cada situação.

Atividade cerebral por Shutterstock

Não é como apertar um botão para trocar de idioma

É comum imaginar que uma pessoa bilíngue simplesmente “desliga” uma língua para começar a falar outra. Só que o funcionamento é mais complexo.

Os dois idiomas podem continuar disponíveis ao mesmo tempo. O cérebro é que precisa identificar qual deles deve ser usado e controlar possíveis interferências. Isso ajuda a explicar uma situação bastante comum: voce está falando português e, de repente, uma palavra em inglês aparece primeiro na sua cabeça.

Esse tipo de troca não significa necessariamente que você esqueceu o português ou que não domina o outro idioma. É uma consequência da maneira como diferentes sistemas linguísticos podem interagir.

Falar dois idiomas deixa a pessoa mais inteligente?

Essa é uma das principais dúvidas quando o assunto é bilinguismo. A resposta não é tão simples.

Aprender e usar dois idiomas exige atenção, memória e capacidade de alternar entre diferentes sistemas linguísticos. Porém, isso não significa que toda pessoa bilíngue será automaticamente mais inteligente ou terá uma memória muito melhor.

Os efeitos podem variar bastante de acordo com fatores como a idade em que a segunda língua foi aprendida, a frequência de uso e o nível de domínio.

O contexto também importa. Uma pessoa que usa inglês todos os dias no trabalho, por exemplo, pode ter uma experiência cerebral diferente de alguém que estudou o idioma na escola, mas quase nunca o utiliza.

Existe uma idade certa para aprender outro idioma?

Não. Crianças e adultos podem aprender uma segunda língua, embora o processo possa ser diferente em cada fase da vida.

Quem começa cedo costuma ter mais tempo de exposição ao idioma ao longo do desenvolvimento. Isso pode facilitar alguns aspectos, principalmente relacionados à pronúncia.

Já os adultos têm outras vantagens, como maior capacidade de compreender regras, relacionar informações e criar estratégias próprias para estudar.

Por isso, começar a aprender uma língua depois de adulto não significa que seja tarde demais. O contato frequente com o idioma continua sendo uma parte importante do processo.

Por que às vezes misturamos as línguas?

Quem estuda um segundo idioma provavelmente já passou por uma situação curiosa: esquecer uma palavra em português e lembrar dela primeiro em inglês, espanhol ou outra língua.

Isso acontece porque os idiomas não ficam completamente separados dentro do cérebro.

Quando duas línguas são usadas com frequência, elas podem interagir. Palavras parecidas, sons e estruturas semelhantes podem facilitar algumas associações, mas também podem causar confusão em determinados momentos.

Por isso, trocar uma palavra ou misturar idiomas ocasionalmente é algo que pode acontecer com pessoas bilíngues, principalmente em situações de conversa rápida.

Ser bilíngue não significa dominar tudo igualmente

Também existe uma ideia de que uma pessoa bilíngue precisa falar, escrever, ler e entender os dois idiomas exatamente no mesmo nível. Na prática, não é bem assim.

Alguém pode falar melhor uma língua, mas escrever melhor em outra. Também é possível usar cada idioma em ambientes diferentes.

Uma pessoa pode falar português em casa e inglês no trabalho, por exemplo. Outra pode usar uma língua para estudar e outra para conversar com amigos.

O domínio de cada idioma também pode mudar ao longo da vida. Quando uma língua deixa de ser usada com frequência, algumas palavras podem ficar mais difíceis de lembrar.

Aprender outro idioma é um exercício constante

Estudar uma nova língua envolve muito mais do que decorar uma lista de palavras.

Você precisa reconhecer sons, entender frases, lembrar vocabulário, perceber contextos e construir respostas. Quanto mais essas habilidades são praticadas, mais contato o cérebro tem com aquele sistema linguístico.

Para quem está aprendendo, algumas formas simples de aumentar essa exposição são:

  • Assistir a filmes e séries na língua estudada
  • Ouvir músicas, podcasts e vídeos
  • Tentar conversar mesmo sem dominar tudo
  • Ler textos curtos e aumentar a dificuldade aos poucos
  • Escrever pequenas frases sobre situações do cotidiano
  • Usar o idioma em atividades práticas, e não apenas durante as aulas

O mais importante é criar contato frequente. Mesmo alguns minutos por dia podem ser mais úteis para manter a língua presente na rotina do que estudar apenas de vez em quando.

O que o estudo ajuda a entender

O cérebro de quem fala dois idiomas precisa lidar constantemente com diferentes possibilidades de palavras e estruturas. Essa atividade envolve processos de seleção e controle que fazem parte da comunicação bilíngue.

Isso também ajuda a entender por que aprender uma segunda língua é uma experiência tão particular. Não se trata apenas de memorizar um novo vocabulário, mas de treinar o cérebro para navegar entre dois sistemas de comunicação conforme a situação exige.

Tags:

Cérebro Ciência Curiosidades