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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 11 de agosto de 2026 às 23:02
Com pétalas amarelas, brancas, rosas ou arroxeadas, o crisântemo costuma ganhar espaço em vasos, jardins e entradas de casas. A flor também chama atenção por sua relação com a piretrina, substância de origem vegetal usada na fabricação de diferentes produtos contra insetos. >
Essa característica, porém, não transforma um vaso de crisântemo em barreira natural contra pulgas e carrapatos. A substância empregada pela indústria é extraída principalmente das flores de uma espécie conhecida como piretro, atualmente classificada como Tanacetum cinerariifolium. Ela passa por processamento e formulação antes de ser usada como pesticida.>
flores comestíveis
As piretrinas formam um conjunto de compostos naturais tóxicos para diferentes insetos. Elas atuam sobre o sistema nervoso das pragas e aparecem em produtos destinados ao controle de mosquitos, moscas, pulgas, formigas e outros organismos.>
Essas substâncias são separadas das flores e incorporadas a fórmulas com concentrações, indicações e modos de uso definidos. Por isso, não é correto concluir que o aroma de um crisântemo ornamental ou o contato ocasional com suas pétalas produza o mesmo efeito de um inseticida formulado.>
Plantar a flor perto do canil pode deixar o quintal mais colorido, mas não há evidência de que isso forme um cinturão capaz de impedir a passagem de carrapatos, eliminar pulgas ou proteger o cachorro contra picadas.>
Outro cuidado importante envolve o acesso dos animais à planta. Crisântemos são classificados como tóxicos para cães e gatos. A ingestão pode provocar vômito, diarreia, salivação excessiva e falta de coordenação. O contato também pode causar irritação na pele de animais sensíveis.>
Isso significa que o vaso não deve ficar ao alcance de cães que costumam mastigar folhas, cavar a terra ou brincar com plantas. A melhor escolha é mantê-lo em uma floreira elevada ou em uma área cercada, sem folhas e pétalas caídas no espaço usado pelo animal.>
Caso o cachorro mastigue a planta ou apresente algum sintoma, a orientação é procurar um médico-veterinário e informar qual espécie estava no ambiente. Não se deve tentar produzir extratos, pós ou sprays caseiros com as flores para aplicar no pelo, na casinha ou no chão.>
O controle de pulgas exige ações sobre o animal e sobre os locais onde ele permanece. Programas eficazes procuram eliminar os parasitas adultos, reduzir as formas imaturas presentes no ambiente e impedir novas infestações. Em casos mais intensos, o processo pode levar semanas ou meses.>
Camas, mantas e tecidos usados pelo cachorro devem ser lavados com frequência. Aspirar pisos, frestas, tapetes e estofados também ajuda a reduzir ovos, larvas e pupas de pulgas espalhados pela casa.>
No quintal, manter a grama aparada, retirar folhas acumuladas, controlar o mato alto e permitir a entrada de luz reduz áreas úmidas e protegidas onde carrapatos podem permanecer. Barreiras de cascalho ou madeira entre o gramado e áreas com vegetação densa também podem diminuir o contato com locais favoráveis a esses parasitas.>
A proteção principal deve ser escolhida com um veterinário, considerando peso, idade, espécie, rotina e condições de saúde do animal. Produtos feitos para cães não devem ser aplicados em gatos sem orientação, pois algumas substâncias podem causar intoxicação.>
Além do antiparasitário indicado, o tutor deve verificar diariamente o pelo do cachorro, sobretudo depois de passeios, contato com vegetação ou permanência em áreas externas. Carrapatos encontrados devem ser retirados rapidamente com a técnica adequada.>
O crisântemo pode continuar no jardim como planta ornamental, desde que permaneça fora do alcance dos animais. Suas flores realmente estão relacionadas à origem de inseticidas vegetais, mas essa propriedade não torna o cultivo suficiente para controlar uma infestação.>
Para proteger o cachorro, o caminho mais seguro combina antiparasitário veterinário, inspeção frequente, higiene das camas e manejo do quintal. A flor acrescenta cor ao ambiente, enquanto a prevenção precisa ficar por conta de medidas comprovadas.>