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Frase do dia da Psicologia: 'Há pessoas que confundem acesso à sua vida com direito de controlar suas escolhas' - a reflexão inspirada na obra de Harriet Lerner sobre limites

O pensamento inspirado na psicóloga americana convida a refletir sobre uma confusão comum em muitos relacionamentos: acreditar que fazer parte da vida de alguém significa ter o direito de decidir como essa pessoa deve viver

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 00:30

Harriet Lerner é uma psicóloga clínica, terapeuta familiar e autora norte-americana, reconhecida mundialmente por seus estudos sobre relacionamentos, autoestima e inteligência emocional.
Harriet Lerner é uma psicóloga clínica, terapeuta familiar e autora norte-americana, reconhecida mundialmente por seus estudos sobre relacionamentos, autoestima e inteligência emocional. Crédito: Reprodução

Pais, parceiros, amigos e até familiares podem oferecer opiniões, conselhos e preocupações genuínas. O problema começa quando esse cuidado se transforma em controle. Aos poucos, surgem cobranças constantes, tentativas de decidir por você, críticas às suas escolhas e a expectativa de que sua vida sempre corresponda às vontades de outra pessoa.

Em seus livros e palestras, Harriet Lerner defende que mudanças significativas nos relacionamentos começam quando uma pessoa assume responsabilidade por suas próprias atitudes, em vez de tentar controlar o comportamento dos outros. por Reprodução

Em sua obra, Harriet Lerner destaca que relacionamentos saudáveis dependem de limites claros. Amar alguém não significa abrir mão da própria autonomia, nem acreditar que a proximidade concede o direito de controlar pensamentos, decisões ou caminhos. Respeitar o outro também é reconhecer que ele tem o direito de fazer escolhas diferentes das nossas.

Essa reflexão permanece atual porque muitas pessoas convivem com a culpa de decepcionar quem amam. Dizem "sim" quando gostariam de dizer "não", abandonam projetos para agradar alguém ou deixam de seguir o próprio caminho por medo da desaprovação. Com o tempo, percebem que viver para atender às expectativas alheias tem um preço alto: o afastamento de si mesmas.

O pensamento psicológico não incentiva o rompimento dos vínculos nem a rejeição de conselhos. A mensagem está em compreender que relações saudáveis permitem diálogo, mas preservam a liberdade. Opinar é diferente de controlar. Cuidar é diferente de decidir pelo outro.

Talvez seja justamente por isso que essa reflexão continue despertando identificação. Ela lembra que permitir a entrada de alguém na sua vida não significa entregar o controle das suas escolhas. O respeito pelos limites é uma das formas mais importantes de demonstrar amor e maturidade.