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Fernanda Varela
Publicado em 6 de agosto de 2026 às 00:30
É comum que, durante muito tempo, alguém se acostume a atender às expectativas dos outros, colocar as próprias necessidades em segundo plano e evitar qualquer atitude que possa gerar desagrado. Quando finalmente aprende a estabelecer limites, a reação de algumas pessoas pode não ser de compreensão, mas de incômodo. Afinal, quem se beneficiava da sua disponibilidade constante pode sentir dificuldade em aceitar essa mudança.>
Curiosidades sobre Brené Brown
Em sua obra, Brené Brown destaca que viver com autenticidade exige coragem para suportar o desconforto que, às vezes, acompanha a definição de limites. A necessidade de agradar a todos pode impedir uma pessoa de agir de acordo com seus próprios valores e necessidades, tornando a culpa uma ferramenta silenciosa que dificulta a construção de relações mais saudáveis.>
Essa reflexão permanece atual porque muitas pessoas continuam acreditando que precisam justificar cada negativa. Sentem-se responsáveis pela frustração dos outros, mesmo quando apenas estão protegendo seu tempo, sua saúde emocional ou seus próprios limites. Com o tempo, essa dificuldade em dizer "não" pode levar ao esgotamento e ao ressentimento.>
O pensamento psicológico não incentiva a indiferença nem a falta de empatia. A mensagem está em compreender que estabelecer limites não significa deixar de amar ou de cuidar das pessoas. Significa reconhecer que relações saudáveis respeitam a autonomia de ambos e não dependem da renúncia constante de uma das partes.>
Talvez seja justamente por isso que essa reflexão continue despertando identificação. Ela lembra que quem realmente respeita você pode até se frustrar com um "não", mas compreenderá que limites não afastam relações saudáveis. Muitas vezes, eles são justamente o que permite que elas continuem existindo.>