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Fernanda Varela
Publicado em 15 de agosto de 2026 às 00:30
Quando a autoestima está fragilizada, é fácil transformar a própria vida em uma tentativa permanente de corresponder às expectativas dos outros. Mudar a aparência, esconder opiniões, aceitar situações que incomodam ou tentar ser sempre agradável podem parecer caminhos para conquistar aprovação. Aos poucos, porém, a pessoa pode perder de vista aquilo que realmente pensa, sente e deseja.>
Exercícios para fortalecer a autoestima
Em sua obra, Nathaniel Branden tratou a autoestima como uma relação que construímos com nós mesmos. Para o psicólogo, ela está ligada à capacidade de reconhecer o próprio valor, assumir a responsabilidade pela própria vida e desenvolver uma atitude de respeito por quem somos.>
Isso não significa acreditar que não precisamos mudar. Todos podemos amadurecer, reconhecer erros e desenvolver aspectos da nossa personalidade. A diferença está em não transformar a mudança em uma exigência para merecer amor. Crescer porque queremos uma vida melhor é diferente de acreditar que só seremos suficientes depois de nos tornarmos outra pessoa.>
A necessidade constante de aprovação também pode fazer com que o amor seja visto como uma recompensa. Como se fosse preciso ser mais bonito, mais bem-sucedido, mais interessante ou menos complicado para finalmente ser escolhido. Mas nenhuma transformação externa consegue resolver completamente uma relação marcada pela sensação de não ser bom o bastante.>
A autoestima começa a se fortalecer quando deixamos de negociar o próprio valor em troca da aceitação. Isso não significa que todos precisarão gostar de nós. Significa entender que a rejeição de alguém não determina aquilo que somos.>
No fim, talvez uma das formas mais importantes de amor-próprio seja justamente essa: parar de acreditar que precisamos deixar de ser quem somos para finalmente merecer ser amados.>