Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Ana Beatriz Sousa
Publicado em 9 de junho de 2026 às 01:00
Grande parte da inquietação humana nasce dos desejos. Queremos mais dinheiro, mais reconhecimento, mais sucesso, mais segurança e mais garantias de que tudo dará certo. A reflexão de Epicteto atravessou séculos justamente porque sugere que o problema nem sempre está naquilo que nos falta, mas na quantidade de coisas das quais passamos a depender para nos sentirmos felizes.>
10 curiosidades sobre Epicteto
Um dos principais nomes do estoicismo, Epicteto acreditava que a liberdade emocional começa quando alguém aprende a distinguir aquilo que realmente precisa daquilo que apenas deseja.>
A reflexão continua extremamente atual em uma época marcada por excesso de estímulos, comparação constante e pressão para conquistar cada vez mais. Em muitos casos, as pessoas acumulam metas, expectativas e preocupações a ponto de nunca se sentirem satisfeitas.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. A necessidade de aprovação, a busca incessante por resultados, a comparação com a vida dos outros ou a crença de que a felicidade depende de inúmeras condições externas.>
O pensamento estoico não condena sonhos ou ambições. A ideia central está mais ligada à capacidade de não transformar desejos em necessidades absolutas, preservando a tranquilidade mesmo quando nem tudo acontece como o esperado.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões como essa à ansiedade, ao apego emocional e à importância de desenvolver contentamento com aquilo que já existe.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada tantos séculos depois. Em um tempo em que muita gente sente que nunca tem o suficiente, Epicteto lembra que a paz interior costuma crescer quando os desejos deixam de comandar a vida.>
* Algumas frases históricas atribuídas a filósofos e pensadores podem apresentar diferentes traduções ao longo dos anos. Ainda assim, o pensamento central segue amplamente associado ao autor em obras, registros e interpretações históricas.>