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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 6 de agosto de 2026 às 01:00
Evitar falar ou pensar sobre a morte é um comportamento comum na sociedade, que busca constantemente a ilusão do tempo infinito. No entanto, para o imperador romano Marco Aurélio, a conscientização sobre a finitude humana era a ferramenta mais poderosa para eliminar distrações fúteis e viver uma vida com propósito real.
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A prática conhecida como Memento Mori (lembre-se de que você vai morrer) não carrega um tom sombrio ou pessimista. Pelo contrário, funciona como um alarme diário para lembrar que o tempo é o recurso mais valioso e escasso que possuímos, incentivando a urgência do afeto, do perdão e do trabalho bem feito.>
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Quando trazemos esse conceito para o cotidiano, prioridades superficiais perdem a força imediatamente. Discussões banais, rancores guardados e o adiamento de metas importantes são substituídos por escolhas mais sábias, alinhadas com o que realmente importa para a nossa felicidade e para a comunidade ao nosso redor.
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Em suma, encarar a brevidade da vida é o antídoto definitivo contra a procrastinação e a superficialidade. Ao lembrar que o dia de hoje pode ser o último, somos impulsionados a agir com mais ética, presença e gratidão por cada instante vivido.>