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Fruta amarela chama atenção pelo sabor de mel e pode produzir frutos mesmo cultivada em vasos de casa

A variedade Palora se diferencia das pitaias mais comuns pela casca amarela, polpa branca adocicada e cultivo que pode ser adaptado a espaços menores

  • Foto do(a) author(a) Helena Merencio
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Helena Merencio

  • Agência Correio

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 20:55

Pitaia-amarela Palora se destaca pela casca dourada e pela polpa branca repleta de pequenas sementes
Pitaia-amarela Palora se destaca pela casca dourada e pela polpa branca repleta de pequenas sementes Crédito: Ilustração gerada por IA

Por fora, a cor amarela intensa já a diferencia das pitaias vermelhas encontradas com mais frequência em feiras e supermercados. Ao cortar o fruto, aparece uma polpa branca e translúcida pontilhada por pequenas sementes pretas, mas é o sabor que costuma provocar a maior surpresa.

Conhecida como Palora, essa variedade de pitaia-amarela está associada ao Equador e apresenta alto teor de sólidos solúveis. Pesquisas realizadas com frutos maduros encontraram valores próximos ou superiores a 20 °Brix, medida utilizada para indicar a concentração de açúcares dissolvidos na fruta.

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A aparência também guarda uma particularidade. A casca apresenta pequenas estruturas espinhosas, mas elas podem se desprender com facilidade à medida que a fruta amadurece, diferentemente da impressão deixada por variedades mais espinhosas quando ainda estão verdes.

Do Equador para o quintal

A Palora é um dos principais tipos comerciais de Selenicereus megalanthus e recebe o nome da região equatoriana onde seu cultivo ganhou destaque. Estudos com a fruta mostram que exemplares maduros podem atingir algumas centenas de gramas e apresentam elevada proporção de polpa.

Embora forme ramos longos e pesados, a pitaia pode ser conduzida em espaços relativamente pequenos desde que receba estrutura adequada. Como se trata de uma planta trepadeira, o cultivo exige um tutor resistente para sustentar os cladódios até que eles alcancem a parte superior e passem a crescer de maneira pendente.

No quintal ou em recipientes grandes, a drenagem merece atenção especial. O substrato não deve permanecer encharcado, enquanto a planta precisa receber boa luminosidade para se desenvolver e formar estruturas capazes de produzir flores.

Suporte faz diferença

O tutoramento costuma definir o formato da planta. Recomendações técnicas para o cultivo de pitaia indicam mourões com cerca de 1,8 metro e algum tipo de suporte na extremidade, onde os ramos produtivos conseguem se distribuir.

Com o crescimento, podas ajudam a organizar os cladódios e estimulam novas brotações. A irrigação também não deve ser simplesmente abandonada pelo fato de a pitaia pertencer à família dos cactos, já que falta de água durante florescimento e frutificação pode prejudicar a formação dos frutos.

Flores abertas à noite

Outro espetáculo acontece antes mesmo da colheita. As grandes flores claras da pitaia costumam abrir à noite, período em que ocorre a polinização necessária para que o fruto se desenvolva.

A Palora está entre as pitaias-amarelas consideradas autoférteis, mas a polinização manual também pode ser utilizada no cultivo. Com um pincel ou mesmo com os dedos, o produtor transfere o pólen durante o período em que a flor permanece aberta, prática empregada para favorecer a fecundação.

Quando chega a hora da colheita, a mudança da casca para o amarelo indica o avanço da maturação. É justamente nessa etapa que a concentração de açúcares e a redução da acidez ajudam a construir o sabor intenso que transformou a Palora em uma das pitaias-amarelas mais valorizadas comercialmente.

Tags:

Frutas