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Kaíky Almeida
Agência Correio
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 17:01
Para muitos jovens da Geração Z, conquistar independência financeira parece distante. Comprar uma casa ficou mais difícil, o aluguel pesa no orçamento e o custo de vida limita escolhas. Ao mesmo tempo, uma projeção econômica aponta para um cenário bem diferente nas próximas décadas. >
Segundo dados analisados pelo Bank of America, a riqueza global da Geração Z pode saltar de US$ 9 trilhões atualmente para US$ 36 trilhões até 2030. Em 2040, a estimativa chega a US$ 74 trilhões.>
A mudança tem relação principalmente com uma transferência de patrimônio entre gerações, fenômeno que pode colocar os jovens em uma posição econômica muito diferente da que ocupam hoje.>
Riqueza pode crescer rápido>
Os números ajudam a dimensionar a transformação. O levantamento citado pela matéria aponta que a Geração Z já acumulou cerca de US$ 9 trilhões nos últimos dois anos.>
A projeção, porém, indica uma aceleração expressiva. Em apenas cinco anos, o patrimônio global do grupo poderia quadruplicar e chegar a US$ 36 trilhões.>
O aumento do patrimônio pode mudar os hábitos de consumo e ampliar a influência econômica da Geração Z.
Depois, o crescimento continuaria. Para 2040, o Bank of America estima uma riqueza de US$ 74 trilhões para essa geração.>
A instituição também projeta que, até 2035, a Geração Z represente cerca de 30% da população mundial e se torne uma das principais forças econômicas do planeta.>
O papel das heranças>
O principal elemento por trás dessa possível virada é a chamada Grande Transferência de Riqueza.>
De acordo com os dados apresentados, cerca de US$ 84 trilhões devem passar das gerações mais velhas para as mais jovens até 2045 na forma de heranças. A maior parte desse patrimônio deve chegar às mãos da Geração X e dos Millennials, mas 38% da Geração Z também receberia uma parcela desse dinheiro.>
A entrada desse patrimônio pode alterar o peso econômico de uma geração que hoje enfrenta justamente o problema oposto: dificuldade para acumular dinheiro.>
Contraste com a vida atual>
O cenário projetado contrasta com as dificuldades enfrentadas atualmente por muitos jovens.>
A matéria aponta que a Geração Z precisa de 146% do salário mínimo para sobreviver, enquanto os preços de imóveis e aluguéis dificultam a formação de patrimônio próprio.>
Nesse contexto, despesas menores e experiências pessoais acabam ocupando espaço nas escolhas financeiras. Viagens, compras pela internet e outros pequenos luxos aparecem como formas de consumo possíveis diante de objetivos maiores que parecem mais distantes.>
Essa relação com o dinheiro pode ganhar outra dimensão caso a transferência de patrimônio prevista realmente aconteça.>
Uma geração com outro poder>
O impacto não ficaria restrito às contas bancárias. O aumento da riqueza pode transformar também a maneira como a Geração Z consome e influencia mercados.>
O estudo citado pelo Bank of America prevê que esse grupo terá um papel relevante na economia, nos mercados e nos sistemas sociais. Com mais patrimônio disponível, seus hábitos de consumo podem ganhar uma influência ainda maior.>
Existe, portanto, um contraste marcante no horizonte: a geração que hoje enfrenta dificuldades para pagar aluguel pode assumir uma posição econômica inédita nas próximas décadas.>
O ponto central da projeção não está apenas no dinheiro que a Geração Z poderá acumular pelo próprio trabalho, mas no patrimônio que deve mudar de mãos ao longo dos próximos anos.>