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Goleiro Bruno processa emissora e pede R$ 4 milhões ao alegar que reportagens sobre o caso Eliza Samudio prejudicaram sua imagem

Ex-jogador também afirma que reportagens sobre o caso Eliza Samudio prejudicaram suas chances de voltar ao trabalho

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 22:30

Goleiro Bruno e Eliza Samúdio
Goleiro Bruno e Eliza Samúdio Crédito: Reprodução

O goleiro Bruno Fernandes entrou na Justiça contra a Band e contra a apresentadora Catia Fonseca. Ele pede uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais e suposta violação de direito de imagem. Na ação, o ex-jogador afirma ter sido alvo de uma sequência de conteúdos que, segundo ele, configurariam perseguição por parte da emissora.

O processo tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Bruno questiona reportagens e vídeos exibidos pela Band desde 2022, principalmente no programa Melhor da Tarde, relacionados à sua vida e ao assassinato de Eliza Samudio.

Eliza Samudio e Cristiano Ronaldo em Portugal por Reprodução

De acordo com a ação, a exposição teria provocado prejuízos à imagem do ex-goleiro e dificultado a obtenção de novas oportunidades profissionais. Bruno também cita declarações feitas por Catia Fonseca durante o programa.

Em um dos trechos mencionados no processo, a apresentadora fez críticas ao ex-jogador ao comentar a relação dele com o filho que teve com Eliza. A declaração é apresentada pela defesa como parte dos episódios que teriam ultrapassado os limites da cobertura jornalística.

Além do pedido de indenização, Bruno tentou impedir que a Band continuasse exibindo reportagens relacionadas ao caso e que novas menções a ele fossem feitas no Melhor da Tarde.

A solicitação, no entanto, foi negada pela juíza Juliana Gonçalves Figueira. Na decisão, a magistrada afirmou que a liberdade de expressão deve ser preservada, exceto em situações envolvendo conteúdo evidentemente falso ou criminoso. Ela também avaliou que não havia risco suficiente para determinar a retirada das publicações.

Goleiro Bruno foi preso por Divulgação/PMERJ

A juíza considerou ainda a condição de Bruno como pessoa pública e a grande repercussão do processo criminal envolvendo a morte de Eliza Samudio. Segundo a decisão, o fato de acontecimentos relacionados ao caso voltarem a ser notícia não representa, por si só, uma prática ilegal.

O processo ainda não teve uma decisão definitiva sobre o pedido de R$ 4 milhões.

A Band e Catia Fonseca informaram que não comentam processos judiciais em andamento. A defesa de Bruno, segundo o veículo que publicou a informação, não respondeu aos contatos realizados.

O caso voltou a ser abordado pela Band neste ano, inclusive em conteúdos relacionados à relação de Bruno com o filho. Atualmente, o Melhor da Tarde é apresentado por Leo Dias, Chris Flores e Thiago Pasqualotto.

Condenação pela morte de Eliza Samudio

Bruno foi condenado em 2013 pelo Tribunal do Júri de Contagem, em Minas Gerais, a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Eliza Samudio. A condenação envolveu homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho, além de ocultação de cadáver.

O crime aconteceu em 2010. Segundo as investigações, Eliza foi levada para Minas Gerais sob a promessa de que resolveria uma questão relacionada à paternidade. Ela estava com o filho recém-nascido quando foi mantida em cárcere privado em um sítio ligado ao ex-goleiro.

As investigações apontaram que Eliza foi posteriormente levada para a residência de Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, apontado como executor do homicídio. O corpo da modelo nunca foi encontrado.

Bruno chegou a cumprir parte da pena em liberdade, mas voltou a ser preso em maio deste ano após descumprir medidas cautelares. Segundo as informações apresentadas no processo, ele teria desrespeitado o recolhimento noturno e viajado ao Acre para disputar partidas de futebol profissional.