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Felipe Sena
Publicado em 20 de julho de 2026 às 18:15
O processo movido por um homem que apostou na Betano e perdeu R$ 56 mil contra Virginia Fonseca e Adriane Galisteu teve outro desdobramento. >
Eliudson de Lima e Silva acusa as famosas de propaganda enganosa e abusiva, alegando ter sido induzido a apostar sob a promessa de multiplicar seu dinheiro. O autor formulou pedidos inéditos à Justiça em uma réplica protocolada no dia 8 deste mês, conforme divulgado pelo Jornal Metrópoles, nesta segunda-feira (20).>
A formulação aconteceu após Galisteu apresentar sua defesa e afirmar que sua parceria com a Betano começou apenas meses depois das apostas realizadas por Eliudson, que rebateu.>
Virginia
Segundo Eliudson, o fato de Adriane ter se tornado embaixadora da empresa após suas apostas não afasta a responsabilidade no caso. Assim, somente uma prova documental possibilitará a delimitação do período de contratação da famosa.>
De acordo com o jornal Metrópoles, Eliudson relatou que, após perder o valor, contraiu empréstimos na tentativa de recuperar o prejuízo, mas sem sucesso. Na época, o autor estava desempregado e afirmou ter desenvolvido graves problemas de saúde em decorrência da situação e sustenta o argumento de que a plataforma teria sido estruturada para estimular apostas sucessivas sob promessas de ganhos, mantendo os usuários em um ciclo contínuo de perdas.>
Na ação, o autor ainda atribui responsabilidade às duas famosas por terem emprestado suas imagens à publicidade da empresa. Já sobre Virginia, ele afirma que a influenciadora divulgava as apostas como uma forma segura de enriquecimento, além de ter citado seu depoimento na CPI das Bets, conforme o jornal Metrópoles.>
O autor pediu que o tribunal determine a exibição do contrato de publicidade entre Adriane Galisteu e a Kaizen Gaming, empresa responsável pela operação da Betano. Ele afirmou que o material revelará se a remuneração da apresentadora variava conforme o prejuízo dos apostadores.>
Adriane Galisteu
Eliudson alegou que, se confirmada, tal previsão caracterizará a abusividade na publicidade da plataforma de apostas. Ele observou que a vinculação entre a remuneração e os prejuízos já foi objeto de declaração pública perante a CPI das bets. >
O autor ainda aproveitou a manifestação para retificar a tese inicial que afirmava ilicitude na atividade de apostas exercida pela Betano. Adriane Galisteu argumentou ainda que a atuação das bets no país é lícita, autorizada e regulamentada.>
De acordo com o Governo Federal, somente as empresas devidamente autorizadas, popularmente conhecidas como ‘Bets’, podem ofertar essas apostas esportivas e de jogos on-line no Brasil, através de plataformas ‘bet br’.>
Eliudson reconheceu a legalidade da atividade, mas reafirmou que a Betano, Virginia Fonseca e Adriane Galisteu descumpriram regras da publicidade responsável e apresentaram as apostas como ferramentas de investimento e de solução para problemas financeiros.>
Conforme o Metrópoles, Eliudson pediu também a realização de perícia médica para apurar a relação entre as apostas e os problemas psiquiátricos que teria desenvolvido. Ainda pleiteou a realização de perícia tecnológica para esclarecer o funcionamento da plataforma Betano.>
A causa, fixada inicialmente em R$ 324 mil teve o valor reduzido para cerca de R$ 118 mil. O autor reconheceu que o montante informado não representava seu prejuízo comprovado na plataforma.>