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Fernanda Varela
Publicado em 3 de outubro de 2026 às 21:30
A influenciadora e estudante de psicologia Yasmin Gomes viveu um grande pesadelo. Ela descobriu que publicadas por ela nas redes sociais foram parar, sem autorização, em um grupo no Telegram com conteúdo sexual. Segundo a jovem, ela soube da situação depois de receber um alerta de um seguidor e, inicialmente, chegou a desconfiar que a história não fosse verdadeira. "Achei que era mentira ou que tinham usado inteligência artificial", contou.>
Yasmin decidiu investigar e descobriu que as imagens estavam sendo compartilhadas em um grupo associado aos chamados "gooners". O termo é usado na internet para descrever pessoas que consomem pornografia de maneira intensa ou praticam masturbação prolongada, geralmente estimuladas por conteúdos visuais.>
Yasmim Gomes
Segundo a influenciadora, o grupo reunia vídeos explícitos de homens enquanto fotos dela apareciam simultaneamente. "Procurei saber mais um pouquinho e aí descobri que tinham vídeos bem explícitos, onde rapazes se satisfaziam sozinhos, se é que vocês me entendem, e ao mesmo tempo passavam fotos minhas. Selfies", relatou.>
Um dos aspectos que mais surpreendeu Yasmin foi perceber quais imagens haviam sido escolhidas. Segundo ela, não eram registros com poses ou elementos de conotação sexual, mas selfies comuns, algumas publicadas anos atrás. "Não eram selfies com decote. Não eram selfies em que eu estava em alguma posição ou com semblante meio sexual. Nenhum argumento pode explicar esse tipo de comportamento, esse tipo de ação mesmo. Eram fotos de stories de cinco anos atrás", afirmou.>
A descoberta também passou a interferir na maneira como Yasmin utiliza as redes sociais. Ela contou que chegou a pensar duas vezes antes de publicar uma nova selfie por receio de que a imagem fosse novamente utilizada pelo grupo. "Fui postar uma selfie... [e pensei] Nossa, pra que que eu quero postar selfie também, né? Vai que eles usam de novo", lamentou.>
Influenciadora desabafa após descoberta>
Yasmin afirmou que não considera justo precisar mudar a maneira como utiliza as próprias redes sociais para tentar antecipar o que outras pessoas poderão fazer com suas imagens. "Eu não quero ter que ter uma mente perversa pra prevenir e evitar, para ficar atento ao que uma mente perversa vai pensar se eu postar uma foto normal", declarou.>
Ao finalizar o relato, a estudante reforçou que considera o problema responsabilidade de quem utiliza as imagens de terceiros de maneira sexual sem consentimento. "O problema é de quem olha para o corpo do outro e acha que é objeto", disse.>
A reportagem original afirma que o caso pode envolver questões legais relacionadas ao compartilhamento não autorizado de imagens. A aplicação do artigo 218-C do Código Penal, porém, depende das características do material divulgado e das circunstâncias do caso, já que o dispositivo trata especificamente da divulgação, sem consentimento, de cenas de sexo, nudez ou pornografia.>