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Menino de 2 anos tem vida encerrada por médico com autorização dos pais na Holanda

Criança não tinha idade para manifestar a própria vontade e sofria de graves problemas de saúde; caso foi posteriormente analisado por uma comissão médica

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 3 de outubro de 2026 às 18:05

Criança estava sofrendo, segundo a família
Criança estava sofrendo, segundo a família Crédito: Reprodução

Em um caso inédito, um menino de apenas 2 anos teve a vida encerrada por um médico na Holanda após a autorização dos pais. Incapaz de compreender a situação ou manifestar um pedido de morte, a criança se tornou o centro de um caso considerado sem precedentes no país envolvendo pacientes com menos de 12 anos.

O menino nasceu extremamente prematuro, com 26 semanas de gestação (cerca de seis meses e meio de gestação), e apresentava um quadro médico grave. Ele tinha danos cerebrais severos, paralisia cerebral e cegueira, além de sofrer convulsões frequentes que não respondiam aos tratamentos disponíveis.

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Diante da evolução do quadro, a equipe médica avaliou que a criança enfrentava um sofrimento considerado insuportável e que não havia uma alternativa viável para aliviá-lo adequadamente. Como o menino tinha apenas 2 anos e não possuía capacidade para expressar a própria vontade, a decisão envolveu seus responsáveis. Com o consentimento dos pais, foi realizado o procedimento que provocou a morte da criança.

Caso passou por avaliação

Posteriormente, uma comissão médica analisou as circunstâncias em que a decisão foi tomada e concluiu que os profissionais envolvidos cumpriram os critérios de cuidado exigidos.

O caso ganhou relevância justamente pela idade do paciente. Diferentemente de situações envolvendo adultos capazes de manifestar a própria vontade, o menino não tinha condições de compreender o procedimento nem de solicitá-lo.

Dessa forma, a decisão foi tomada pelos adultos responsáveis pela criança, levando em consideração a avaliação da equipe médica sobre a gravidade do quadro e a impossibilidade de aliviar adequadamente o sofrimento.