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Kamila Macedo
Publicado em 14 de julho de 2026 às 16:38
A professora Valéria de Castro faleceu aos 41 anos, no último domingo (12), em decorrência de complicações de um câncer de pulmão diagnosticado em estágio avançado. A notícia da morte foi confirmada por meio das redes sociais. A história de Valéria emocionou internautas e trouxe uma perspectiva de resiliência ao compartilhar que, após receber o diagnóstico, seu maior desejo era ver seus dois filhos crescendo. >
Na época, a declaração da professora viralizou e comoveu o público. "Meu sonho é criar meus filhos, quero pegar o Samuel [filho] no colo a hora que eu quiser: eu não consigo mais fazer essas coisas. Quero ver eles crescerem, com a primeira namorada, formarem, se casarem", relatou Valéria no depoimento.>
Natural do Maranhão, ela construiu a vida no Tocantins e atuava como professora há mais de 20 anos na cidade de Araguaína. Formada em Educação Cristã, Teologia e Pedagogia, dedicou grande parte de sua trajetória à educação infantil, tendo trabalhado no Educandário Objetivo e auxiliado no cuidado de crianças na Quarta Igreja Batista.>
Valéria de Castro Alves
Valéria era casada com Emerson Castro há 15 anos e tinha dois filhos: Arthur, o mais velho, e Samuel, o mais novo. No entanto, a rotina da família mudou completamente ao receber o diagnóstico da doença, em maio de 2025. >
A professora precisou se ausentar da profissão por causa das dores e das limitações físicas. Também foi necessário interromper a amamentação de Samuel, que tinha pouco mais de um ano na época. Os exames revelaram um câncer de pulmão em estágio 4, considerado o grau mais avançado e metastático da doença. Além disso, durante o processo de investigação médica, ela descobriu uma mutação rara.>
Em entrevista ao G1, Emerson contou que os primeiros meses de tratamento foram difíceis. Entre a rotina de quimioterapia e as campanhas de arrecadação para a compra de medicamentos, o casal recebeu a notícia de que o corpo não estava reagindo ao tratamento inicial, o que ocasionou a progressão da doença.>
"Ela chegou a trocar o remédio e teve uma boa resposta. O nódulo de 11 cm diminuiu para 4 cm. Mas nós não esperávamos o pior: quando a doença descobriu a estratégia do remédio e começou a avançar novamente. Veio a metástase no cérebro, atingindo o sistema nervoso e tirando, aos poucos, os movimentos da mão esquerda dela”, explicou o marido.>
Emerson também relatou a dedicação ao longo do processo como forma de apoiar a esposa: "Nossa rotina toda mudou. Eu me doei por completo, não medi esforços, eu acompanhei e a amei até o fim. Estudei a doença, sabia o nome de todos os remédios".>
"Ela era esse equilíbrio, amava a família e os filhos. A mãe dela morava conosco há oito anos após ela [Valéria] perder o pai pro câncer. O meu sentimento é de amor, eu queria amar ela como ela me amou. O sonho dela era ver os filhos crescerem. Não me arrependo de nenhum dia de ter estado com ela até o fim”, declarou.>
Valéria foi sepultada na última segunda-feira (13), no Cemitério Jardim das Paineiras. Ela deixa o marido e dois filhos pequenos, de 9 e 2 anos.>