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Morre Claudia Savaget, cantora que marcou a MPB com interpretações de Chico Buarque e Cartola

Artista tinha 78 anos e construiu uma carreira marcada pela voz grave, repertório refinado e cinco álbuns dedicados a grandes nomes da música brasileira

  • Foto do(a) author(a) Heider Sacramento
  • Heider Sacramento

Publicado em 14 de julho de 2026 às 18:50

Claudia Savaget tinha 78 anos e construiu uma carreira marcada pela voz grave
Claudia Savaget tinha 78 anos e construiu uma carreira marcada pela voz grave Crédito: Reprodução

A cantora Claudia Savaget morreu na última segunda-feira (13), aos 78 anos. A informação foi confirmada pelo marido da artista, o violonista Luiz Otávio Braga, por meio de uma publicação nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

Dona de uma voz grave e de interpretações marcantes, Claudia construiu uma trajetória respeitada na MPB ao gravar obras de compositores como Chico Buarque, Cartola, Dorival Caymmi, Edu Lobo, Antonio Carlos Jobim e Paulinho da Viola.

Natural de Petrópolis (RJ), Claudia Savaget Fiani nasceu em 1º de julho de 1948 e iniciou a carreira artística cantando na boate Clube 85.

Ao longo de três décadas, lançou cinco álbuns de estúdio. O primeiro deles, Impacto (1974), já evidenciava a proposta que acompanharia toda a sua carreira: valorizar grandes compositores da música popular brasileira.

Claudia Savaget morreu aos 78 anos e deixa uma trajetória marcada por interpretações de clássicos da MPB por Reprodução

Depois vieram Samambaias (1978), Mordida ou Beijo (1979), o disco Claudia Savaget (1985) e, após um longo período afastada da música, Caminhando, lançado em 2004.

Entre as gravações mais lembradas da artista está "Maninha", de Chico Buarque, registrada como homenagem à irmã da cantora, presa durante a ditadura militar.

Claudia Savaget também era admirada por Cartola, que, segundo relatos da época, fazia elogios públicos ao timbre e à interpretação da cantora.

Apesar do reconhecimento artístico, ela perdeu espaço na indústria fonográfica a partir dos anos 1980 e reduziu as atividades musicais. O retorno aconteceu apenas em 2004, com o álbum Caminhando, seu último trabalho de estúdio.

Com uma discografia enxuta, mas elogiada pela crítica, Claudia Savaget deixa um legado marcado pela interpretação delicada de clássicos da MPB e pela valorização do repertório de alguns dos principais compositores da música brasileira.