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O acessório barato que dá aos celulares Android uma função famosa que só o iPhone tem

Anel metálico da ESR é aplicado na capa do celular e permite usar suportes, carteiras, grips e carregadores magnéticos compatíveis.

  • Foto do(a) author(a) Helena Merencio
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Helena Merencio

  • Agência Correio

Publicado em 18 de maio de 2026 às 04:04

O anel precisa ficar alinhado com a região da traseira onde estão as bobinas que recebem energia
O anel precisa ficar alinhado com a região da traseira onde estão as bobinas que recebem energia Crédito: Divulgação/ESR

Celulares Android sempre tiveram um trunfo difícil de ignorar: variedade. Há modelos de diferentes marcas, preços, tamanhos e estilos, além de uma oferta enorme de capas. Mesmo assim, uma função dos iPhones acabou virando desejo de muitos usuários que nunca pensaram seriamente em trocar de sistema: o MagSafe.

O nome parece técnico, mas a ideia é fácil de entender. Presente nos iPhones desde a linha iPhone 12, lançada em 2020, o MagSafe usa ímãs na traseira do aparelho para prender acessórios com mais praticidade. Carregadores sem fio, carteiras magnéticas, suportes de carro e apoios de dedo podem ser encaixados e removidos sem cola, pressão ou peças difíceis de ajustar.

Visualmente, o anel não desaparece. Ele fica aparente na parte de trás da capa e pode incomodar quem prefere um acabamento mais limpo por Pexels

Em muitos celulares Android, esse sistema magnético ainda não vem integrado de fábrica. Foi aí que uma solução simples ganhou espaço: um anel metálico adesivo que pode ser colado na capa do celular para torná-la compatível com acessórios do tipo MagSafe.

A descoberta aparece em um relato da Wirecutter, publicação de testes e recomendações do New York Times. A autora conta que usou o ESR MagSafe Ring Sticker em uma capa do Pixel 7, celular do Google com Android, porque não queria trocar de aparelho nem abandonar capinhas de que já gostava.

Como o anel funciona

Na prática, o acessório é um círculo de metal com adesivo na parte de trás. Ele deve ser aplicado do lado externo da capa, e não diretamente no celular. Depois disso, a capinha passa a funcionar como uma base para acessórios magnéticos.

Isso não transforma o Android em um iPhone, claro. O que o anel faz é criar uma ponte entre o aparelho e o ecossistema de acessórios popularizado pelo MagSafe. Com ele, dá para prender suportes, baterias portáteis, carteiras e grips, aqueles apoios usados para segurar melhor o telefone com os dedos.

Padrão de vendas

O pacote citado pela Wirecutter vem com duas unidades e era vendido nos Estados Unidos por cerca de US$ 9. A proposta chama atenção justamente por ser barata e pouco definitiva: se a pessoa já gosta da capa que usa, não precisa comprar outra só para ter ímãs embutidos.

Para quem pretende usar carregamento sem fio, existe um cuidado importante. O anel precisa ficar alinhado com a região da traseira onde estão as bobinas que recebem energia.

A embalagem traz moldes para alguns iPhones e aparelhos Samsung, mas outros Androids podem exigir uma pesquisa rápida sobre o posicionamento correto.

O que muda no uso diário

A diferença aparece principalmente nos pequenos acessórios. No relato da Wirecutter, a autora passou a usar um PopSocket magnético, apoio redondo que melhora a pegada do celular. Antes, ela dependia de modelos colados, que perdiam aderência com o tempo. Com a versão magnética, o mesmo acessório pôde ser retirado, recolocado e usado em diferentes capas por mais de dois anos.

Baterias portáteis também entram nessa lógica. Em vez de conectar um cabo e usar o telefone com fio pendurado, basta prender o carregador magnético na traseira do aparelho. Para quem usa o celular enquanto carrega, a mudança reduz a bagunça e deixa o conjunto mais compacto.

Suportes de carro, carteiras e tripés seguem o mesmo caminho. A autora relata que já havia testado suportes magnéticos fortes demais ou fracos demais. Com o anel compatível com MagSafe, bastou remover o apoio magnético e encaixar o celular no suporte do painel.

Onde a solução perde pontos

Visualmente, o anel não desaparece. Ele fica aparente na parte de trás da capa e pode incomodar quem prefere um acabamento mais limpo. Algumas avaliações também mencionam cola fraca, cola forte demais ou bordas um pouco afiadas.

Ainda assim, no teste da Wirecutter, os anéis permaneceram firmes por mais de dois anos. Depois de removido, o adesivo não pode ser reutilizado, mas a segunda unidade do pacote serve como reserva.

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Tecnologia