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Fernanda Varela
Publicado em 9 de junho de 2026 às 14:30
Presença garantida nas festas juninas, o pé de moleque é um dos doces mais tradicionais do Brasil. Feito com amendoim e rapadura ou açúcar caramelizado, ele atravessa gerações e continua entre os favoritos desta época do ano. Mas uma dúvida costuma surgir quando o quitute aparece nas mesas: afinal, por que ele se chama pé de moleque?>
Curiosidades sobre o Pé de Moleque
A resposta não é única. Historiadores e pesquisadores da cultura popular apontam diferentes versões para explicar a origem do nome, e as duas mais conhecidas remontam ao período colonial brasileiro.>
A primeira teoria está ligada aos vendedores de doces que trabalhavam nas ruas. Segundo essa versão, crianças costumavam se aproximar das barracas e pegar os quitutes sem autorização. Para evitar os furtos, as doceiras gritavam: "Pede, moleque! Pede!". Com o passar do tempo, a expressão teria se transformado no nome do doce.>
Outra narrativa bastante popular relaciona o nome à aparência dos pés de crianças pobres da época. Muitos meninos andavam descalços pelas ruas de terra e pedra, o que deixava a pele ressecada, rachada e com aspecto irregular. Para alguns estudiosos, a superfície craquelada do doce lembrava esses pés, dando origem à expressão "pé de moleque".>
Apesar das divergências sobre a explicação exata, as duas versões continuam sendo reproduzidas em pesquisas e relatos sobre a história da alimentação brasileira.>
O que se sabe com mais segurança é que o doce chegou ao Brasil durante o período colonial. Inspirado em receitas que misturavam melado e oleaginosas, ele ganhou características próprias por aqui graças à abundância de cana-de-açúcar e amendoim.>
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Antes de receber o nome atual, o quitute também ficou conhecido por apelidos curiosos como "quebra-queixo" e "quebra-dentes", uma referência à textura extremamente dura que algumas versões tinham no passado.>
Séculos depois, o pé de moleque continua ocupando lugar de destaque nas festas juninas e carregando uma história tão curiosa quanto seu próprio nome.>