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Rouquidão, feridas na boca que não cicatrizam e dificuldade para engolir escondem um problema mais sério; veja os sinais

Feridas que não cicatrizam, rouquidão prolongada e dificuldade para engolir podem indicar problemas de saúde que exigem avaliação médica

  • Foto do(a) author(a) Bianca Hirakawa
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Bianca Hirakawa

  • Agência Correio

Publicado em 20 de julho de 2026 às 18:18

Entenda quais são os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço, quem faz parte do grupo de risco e quando procurar atendimento
Entenda quais são os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço, quem faz parte do grupo de risco e quando procurar atendimento Crédito: Pexels

Pequenas feridas na boca ou uma rouquidão depois de um resfriado costumam ser situações comuns e, na maioria das vezes, desaparecem em poucos dias. O problema é quando esses sintomas persistem por mais de duas semanas. Nesses casos, especialistas alertam que vale procurar avaliação médica, já que o quadro pode estar relacionado a diferentes doenças, incluindo alguns tipos de câncer.

O chamado câncer de cabeça e pescoço reúne tumores que podem surgir em regiões como boca, língua, garganta, laringe, faringe, tireoide e seios da face. Embora o diagnóstico assuste, identificar a doença precocemente aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais agressivos.

Exames ajudam a identificar alterações hormonais da tireoide por Imagem: Photoroyalty | Shutterstock

Quais sintomas merecem atenção?

Nem toda alteração é sinal de câncer, mas alguns sintomas não devem ser ignorados quando permanecem por vários dias ou começam a piorar.

Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor ou dificuldade para engolir, mudanças na voz sem motivo aparente, além do surgimento de caroços ou inchaços no pescoço e da perda de peso sem explicação.

A orientação é observar a evolução desses sintomas. Se eles não desaparecerem naturalmente ou vierem acompanhados de outras alterações, a recomendação é procurar um médico ou dentista para uma avaliação.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença?

Alguns fatores aumentam o risco para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Entre eles, o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas continuam sendo os mais conhecidos.

Além disso, a infecção pelo HPV também passou a ser considerada um fator importante para alguns tumores da região da garganta, especialmente os que afetam a orofaringe.

Isso não significa que pessoas sem esses fatores estejam livres da doença, mas conhecer os riscos pode ajudar na prevenção e no diagnóstico precoce.

Por que não vale a pena ignorar os sintomas

É comum esperar que uma afta desapareça sozinha ou acreditar que a rouquidão seja apenas consequência de falar muito. Porém, quando essas alterações persistem, o organismo pode estar dando um sinal de que algo precisa ser investigado.

Quanto mais cedo um possível problema é identificado, maiores são as chances de um tratamento eficaz, além da preservação de funções importantes, como falar, mastigar, engolir e respirar normalmente.

Hábitos que ajudam na prevenção

Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas atitudes contribuem para reduzir os riscos:

  • Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool
  • Manter uma boa higiene bucal
  • Realizar consultas médicas e odontológicas regularmente
  • Observar alterações persistentes na boca, garganta e pescoço
  • Buscar atendimento quando os sintomas durarem mais de duas semanas  

Tags:

Câncer Saúde