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Giuliana Mancini
Publicado em 3 de agosto de 2026 às 10:04
Wagner Moura comentou sobre a decisão de manter o sotaque em filmes internacionais. O ator foi entrevistado por Pedro Bial para o "Conversa com Bial" desta terça-feira (4) e, durante o papo, disse não ver sentido em mudar a forma como fala para interpretar personagens em produções estrangeiras.>
"Eu não quero falar sem sotaque. Acho que represento uma parcela gigante das pessoas que moram naquele país: gente que fala com sotaque, gente imigrante. Politicamente, me sinto muito confortável em dizer que não quero fazer isso", contou na conversa, que aconteceu direto de Atenas, na Grécia.>
Wagner Moura e a esposa, Sandra Delgado
Durante a entrevista, Wagner também falou sobre a peça "O Julgamento", em cartaz na Europa. O espetáculo foi criado ao lado de Cristiane Jatahy e Lucas Paraízo, a partir da obra Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen, e propõe uma reflexão sobre democracia, polarização e o papel da verdade na sociedade.>
"Eu me lembro de uma época em que esquerda e direita brigavam, discutiam, mas estavam vendo o mesmo fato. Hoje, os fatos já não importam mais. Se os fatos deixam de existir e passam a existir versões da realidade, isso me assusta", refletiu.>
Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama por "O Agente Secreto", Wagner também relembrou o início da carreira na televisão e destacou a importância das novelas em sua formação como ator. "A novela me preparou porque você tem que chegar e fazer. Esse sentido de sobrevivência a novela me deu", disse.>
Pai de Bem, Salvador e José, o ator ainda mostrou entusiasmo o interesse dos filhos pela carreira artística. Salvador fez uma participação em vídeo na peça, enquanto Bem, que estuda cinema, fará sua estreia no cinema em um filme dirigido por Monique Gardenberg.>
Bem, filho de Wagner Moura estreia como ator em filme
"Não tem essa coisa de pedir licença. Acho muito legal. Salvador fez aquela participação porque quis. Falou que queria fazer e fez superbem. Achei lindo. Mas o Bem é artista. O Bem estuda cinema, ele quer ser diretor, escreve superbem", contou.>
"Aí a Monique Gardenberg, nossa amiga, tinha um personagem e colocou na cabeça dela que deveria ser o Bem. Ele fez teste, passou e vai fazer um filme dirigido pela Monique, com Marieta Severo e Humberto Carrão, que são grandes amigos meus. São basicamente três personagens. Acho um filme maravilhoso para ele começar", completou.>