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Muncab recebe mostra da Bienal de São Paulo

Visitação abre para o público a partir deste sábado (5)

  • Foto do(a) author(a) Doris Miranda
  • Doris Miranda

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 06:00

Obra de Nádia Tauquary
Nádia Taquary apresenta Irókó: A Árvore Cósmica, instalação de miçangas e algodão Crédito: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

A Fundação Bienal de São Paulo e o Muncab apresentam a etapa de Salvador do programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo - Nem Todo Viandante Anda Estradas - Da Humanidade Como Prática, que abre para visitação neste sábado (5).

A seleção para Salvador tem curadoria de Keyna Eleison e Thiago de Paula Souza, cocuradores da 36ª Bienal de São Paulo, e reúne obras de Alberto Pitta, Antonio Társis, Berenice Olmedo, Christopher Cozier, Korakrit Arunanondchai, Leo Asemota, Manauara Clandestina, Márcia Falcão, Marlene Almeida, Ming Smith, Myrlande Constant, Nádia Taquary, Sharon Hayes e Théodore Diouf.

Obras de Ming Smith por Natt Fejfar / Funfação Bienal de São Paulo

A escolha do museu localizado no Centro Histórico como sede dialoga diretamente com a proposta curatorial. Parte significativa dos artistas presentes tem raízes na própria Salvador. Antonio Társis, nascido em Arraial do Retiro, apresenta ‘catástrofe orquestra #1’ (Ato I) (2024-2025), instalação que mobiliza tambores, carvão e caixas de fósforo numa crítica ao extrativismo colonial. Já Alberto Pitta ocupa a mostra com tecidos serigrafados que propõem uma visualidade gráfica composta por repertórios afro-diaspóricos, experiências cotidianas, festas e narrativas da cultura negra.

Nádia Taquary apresenta Irókó: A Árvore Cósmica (2025), instalação de miçangas e algodão que tem como referência a primeira árvore sagrada na cosmologia iorubá, que representa o ciclo da vida, o senhor do tempo. “Esta itinerância foi feita com muito calor e muito desejo, pensando a humanidade como prática, numa poética que pudesse se dar em um território de tanta poesia viva. Há uma curiosidade que também é um ato de amor: Irókó, trabalho de Nádia Taquary, obra comissionada para a 36ª edição, volta agora para sua própria origem. A peça foi construída em Salvador, e trazê-la de volta é algo que não consegue ser expresso só em palavras”, afirma Keyna Eleison.

A mostra reúne ainda trabalhos de artistas internacionais como Myrlande Constant, cujas obras bordadas em contas e lantejoulas repensam a tradição dos drapo vodou (estandartes); Berenice Olmedo, com a instalação pneumática Pnoê (2025), que reúne dispositivos médicos obsoletos em torno de questões sobre corpo e vulnerabilidade; e Théodore Diouf, cujas pinturas e gravuras em papel dialogam com a abstração geométrica africana.

Ming Smith, primeira fotógrafa negra a ter obras adquiridas pelo MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), chega ao Muncab com mais de cinquenta fotografias que percorrem as décadas da diáspora negra, do Harlem à África.

É a terceira vez que Salvador recebe o programa, que passou pela cidade em 2011 e 2024.

SERVIÇO - 36ª Bienal de São Paulo - Nem Todo Viandante Anda Estradas - Da Humanidade Como Prática - Itinerância Salvador no Muncab | Visitação: de 5/9 até 29/11, de terça a domingo, das 10h às 17h | Ingressos: R$ 20 e R$ 10.

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Exposição