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Atacante da Seleção diz que sente mais carinho dos torcedores de fora do que dos brasileiros: 'É diferente'

Jogador reconhece cobrança da torcida verde e amarela por desempenho abaixo do apresentado no Barcelona

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 11 de junho de 2026 às 08:16

Raphinha na coletiva de imprensa da seleção brasileira
Raphinha na coletiva de imprensa da seleção brasileira Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

As lesões impediram Raphinha de ter uma sequência maior sob o comando de Carlo Ancelotti na seleção brasileira. O atacante participou de apenas seis dos 12 jogos do treinador, período em que deu duas assistências e voltou a ser alvo de comparações com o desempenho que teve pelo Barcelona na última temporada, quando marcou 21 gols e distribuiu sete assistências. Ao comentar as cobranças que recebe, ele admitiu perceber uma diferença na forma como é visto pelos torcedores brasileiros em relação ao carinho que sente no exterior.

"Para ser sincero, sinto que realmente é diferente o carinho do torcedor brasileiro comigo do que o pessoal de fora", afirmou.

Apesar disso, o jogador garantiu que sua principal cobrança vem de si mesmo e das pessoas mais próximas. "Eu acredito que, se tenho que me provar para alguém, é para mim, meus pais, minha esposa e meu filho. Infelizmente, não posso mudar o gosto das pessoas. Tem gente que gosta e gente que não gosta. Tudo bem. A vontade eu vou sempre entregar, o meu melhor. Isso que seria inadmissível, não entregar o melhor."

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Raphinha também acredita que o fato de ter deixado o Brasil ainda muito jovem dificultou a criação de uma identificação maior com o público nacional. "É natural. Eu saí muito jovem do Brasil, não consegui criar conexão."

Mesmo reconhecendo que ainda não repetiu pela Seleção o desempenho exibido no clube, ele defendeu sua contribuição durante o ciclo. "Eu já consegui entregar muito pela Seleção sim. Obviamente que não podemos ser hipócritas e falar que foi igual ao clube. Mas, dentro do que passamos neste ciclo, pude entregar sim um bom futebol."

Ao mesmo tempo, admite que há espaço para evolução e entende a cobrança dos torcedores. "Somos muito conscientes de que seleção brasileira é feita de resultados e somos cobrados. E se somos cobrados de fazer o que fazemos no clube, é porque temos condições de fazer na Seleção também. Não tenho problema com isso. Posso melhorar."

O atacante lamentou ainda as partidas perdidas por problemas físicos e afirmou que se sente mal quando fica fora das convocações. "Sofri com algumas lesões na temporada. Pela Seleção perdi metade dos jogos. Eu, particularmente, fico muito mal de não estar presente. Mas sempre que estou, dou o meu melhor para a Seleção e vou fazer isso até onde meu corpo permitir."

Outros temas

Sobre Carlo Ancelotti, Raphinha destacou a confiança construída desde os tempos em que eram adversários na Espanha e revelou manter uma relação próxima com o treinador.

"O Mister tem total confiança. Ele já me acompanhava na Espanha. Já conversamos várias vezes. Mesmo sendo muito rivais tivemos boa relação."

Segundo o jogador, a maior exigência parte dele próprio. "Por ter uma autocrítica muito alta, eu me cobro muito mais do que o Mister. Tento me provar mais que eu sou capaz do que eu deveria provar pro Mister."

Na avaliação do atacante, a experiência acumulada desde o Mundial de 2022 faz diferença para a atual edição da competição. Ele acredita que chega mais preparado emocionalmente e melhor adaptado ao ambiente da Seleção.

"Em 2022 eu cheguei muito imaturo para a Copa. Não só na Seleção, também estava chegando ao Barcelona. Agora me sinto muito mais preparado pelo meu momento no clube e na Seleção."

Raphinha também demonstrou confiança no grupo comandado por Ancelotti para a estreia diante do Marrocos, marcada para sábado, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey. "Chegamos prontos para a estreia."

Sobre as expectativas para o torneio, o atacante reforçou que o objetivo coletivo está acima das metas individuais. "Eu, como atacante, me cobro muito quando não faço gol ou assistência. Mas, se tiver que ganhar a Copa sem gol ou assistência, não tenho problema nenhum. Vou dar o meu melhor e defender bem para, se tiver oportunidade, fazer gols."