Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Carol Neves
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 14:03
O julgamento do meia Maurício, do Palmeiras, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), teve um desfecho favorável ao jogador, mas expôs críticas contundentes à atuação da arbitragem da partida contra o Vitória. Durante a sessão, o relator do caso afirmou que não apenas o atleta deveria ter sido expulso, como também os árbitros do confronto deveriam ter sido denunciados. >
Maurício foi julgado pela 2ª Comissão do STJD após o lance envolvendo o zagueiro Cacá, na goleada do Palmeiras sobre o Vitória. Denunciado por conduta violenta, o camisa 18 recebeu punição de um jogo de suspensão, mas a pena foi convertida em advertência, permanecendo liberado para atuar.>
Ao justificar seu voto, o auditor Luiz Gabriel Batista Neves não poupou críticas à decisão da arbitragem de aplicar apenas cartão amarelo.>
Vitória x Palmeiras
"É inequívoco que Maurício deveria ter sido expulso. Não há como discutir. É SURREAL. Beira o surreal uma atitude como aquela a gente estar aqui dizendo aqui.. 'Ah, é disputa de bola'. Se fosse o atleta do Palmeiras que tomasse cotovelada e 5 pontos, o Palmeiras iria dizer 'tudo bem, o árbitro acertou'? Abel falaria isso? A presidente do Palmeiras falaria isso? Não falaria. A postura seria outra. É GRITANTE a expulsão do atleta Maurício!">
Na sequência da análise, o relator reforçou que, em sua avaliação, a expulsão era "inequívoca" e declarou que, por essa razão, os árbitros da partida também deveriam ter sido denunciados. Apesar disso, manteve o voto pela pena mínima, convertida em advertência.>
A defesa do Palmeiras sustentou que Maurício não deveria sequer ter sido denunciado. Os advogados argumentaram que a decisão de aplicar apenas cartão amarelo foi confirmada pelo árbitro e pela equipe do VAR e lembraram que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manteve o árbitro Alex Gomes Stefano escalado para partidas da Copa do Brasil, o que, segundo a defesa, demonstraria que a entidade não considerou haver erro grave na condução do lance.>
A decisão final da comissão foi tomada por maioria. Enquanto um dos auditores defendia dois jogos de suspensão e outra integrante votou por um jogo sem conversão em advertência, prevaleceu o entendimento do relator, garantindo que Maurício não cumpra suspensão.>