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Alan Pinheiro
Publicado em 17 de julho de 2026 às 21:28
Toda relação desgastada precisa de um tempo para se recuperar. Entre a torcida do Bahia e o time, o desempenho em casa no Brasileirão estava abaixo do esperado, mas o retorno à Arena Fonte Nova mostrou que ainda há muita história para contar em Salvador em 2026. Dentro de campo, o Esquadrão recebeu a Chapecoense em jogo atrasado pela 4ª rodada da Série A e não deu chances para o adversário, vencendo a partida por 2x0. Rodrigo Nestor e Román Gómez marcaram os gols da equipe.>
Ainda sem poder contar com os reforços contratados, Rogério Ceni montou o time para enfrentar o lanterna do Campeonato Brasileiro com base nos dois amistosos realizados na intertemporada. Román Gómez ganhou a disputa com Marcos Victor na lateral direita e Zé Guilherme se manteve no lado esquerdo, já que Iago Borduchi recém se recuperou de lesão. A mesma lógica se amplia a Everton Ribeiro, que iniciou na reserva.>
Jogadores do Bahia que não podem se tranferir para outros times da Série A em 2026
10 minutos. Esse foi o tempo necessário para que o Bahia voltasse a balançar as redes na temporada. Quando a bola rolou, o Esquadrão se lançou ao ataque nesses 600 segundos e dominou a partida, obrigando ao time visitante a se fechar dentro de sua própria área. A agressividade foi premiada com o pênalti sofrido por Erick Pulga e cobrado no meio do gol por Rodrigo Nestor.>
Nos minutos seguintes ao gol, a temperatura se esfriou. Estava de volta a paciência para trocar passes no meio de campo e tentar achar um espaço para explorar no time adversário. Esse cuidado com a posse de bola vinha desde os zagueiros, mas o próprio fato de sair atrás cedo fez a Chape se fechar ainda mais, o que diminuiu o número de ataques dos mandantes.>
Não que o Bahia estivesse com aquela posse de bola infértil, como outrora, mas há de se reconhecer que o bloqueio montado pelos catarinenses estancou a ferida. Coube aos tricolores encontrar uma alternativa para isso: acelerar o jogo, não só com os atacantes de beirada, mas já nos próprios defensores. Além de atacar bem, foi necessário estar atento aos contra-ataques puxados por Ênio e Bolasie. Foram poucas descidas da Chapecoense, mas elas aconteceram.>
Dentro desse contexto de dominação de campo dos baianos, era questão de persistência, tentar até dar certo. Se com bola rolando estava ficando mais difícil de ultrapassar o sistema defensivo do Verdão do Oeste, a solução veio pelo alto. Nestor cobrou escanteio, David Duarte ajeitou para o meio da área e Román Gómez apareceu sozinho no "meio do pagode" para cabecear e comemorar seu primeiro gol pelo clube.>
A segunda etapa contou com as duas equipes postadas de formas um pouco diferentes. Lá estava de novo o Bahia com mais senso de urgência para construir as jogadas. No entanto, a Chapecoense aproveitou o intervalo para se acertar novamente ofensivamente e cresceu no jogo. Não que significasse uma inversão no domínio da partida, mas a capacidade de gerar perigo aos baianos tinha aumentado.>
Essa melhora foi condicionada pelas substituições do técnico Rafael Lacerda, que passou a usar Giovanni Augusto como um falso nove, o que permitiu uma posse maior no meio. Em cima do Esquadrão, os visitantes tiveram suas melhores chances com Bolasie e Marcinho. Foi a hora de Everton Ribeiro entrar em campo para dar mais criatividade ao time do Bahia. >
Curiosamente, a entrada do camisa 10 no lugar de Willian José buscou emular o mesmo comportamento do meia da Chapecoense. No entanto, nem com mais homens no meio de campo foi o suficiente para diminuir o ímpeto dos catarinenses. Era um risco que estava sendo controlado, é verdade, mas aquele domínio da primeira etapa já não existia.>
O tempo se passou, o Esquadrão resistiu e, mesmo diminuindo de desempenho nos 45 minutos finais, saiu de campo com o mais importante: os três pontos. Agora, o Bahia tem três dias antes de seu próximo compromisso na primeira divisão. O Tricolor viaja a Minas Gerais para enfrentar o Atlético-MG na terça-feira (21), às 19h30, pela última rodada do primeiro turno.>
Bahia 2 x 0 Chapecoense - 4ª rodada do Campeonato Brasileiro (jogo atrasado)>
Bahia: Ronaldo; Román Gómez, David Duarte (Marcos Victor), Ramos Mingo e Zé Guilherme; Acevedo, Rodrigo Nestor (Jean Lucas) e Erick; Ademir (Kauê Furquim), Erick Pulga (Everaldo) e Willian José (Everton Ribeiro). Técnico: Rogério Ceni.>
Chapecoense: Matheus Aurélio; Marcos Vinicius (Everton), Rafael Thyere, Eduardo Doma e Bruno Pacheco; Bruno Matias (Vinícius Balieiro), Camilo (David) e Giovanni Augusto; Ênio (Neto Pessoa), Marcinho (Rubens) e Bolasie. Técnico: Rafael Lacerda.>
Estádio: Arena Fonte Nova, em Salvador.>
Gols: Rodrigo Nestor, aos 10, e Román Gómez, aos 33 minutos do primeiro tempo; >
Cartões amarelos: Zé Guilherme (Bahia);>
Público pagante: 29.242 pessoas;>
Renda: R$ 785.419,30>
Arbitragem: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG), auxiliado por Daniel Paulo Ziolli (SP) e Luis Carlos de França Costa (RN);>
VAR: José Claudio Rocha Filho (SP).>