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Campeão do mundo e ídolo do Barcelona assume comando da Seleção Holandesa

Xavi Hernández, campeão mundial com a Espanha em 2010 e ex-técnico do Barcelona, assinou contrato com a Laranja Mecânica até a Copa do Mundo de 2030

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 12 de agosto de 2026 às 18:44

Xavi Hernández ameaçou deixar o Barcelona ao fim da temporada
Xavi Hernández ameaçou deixar o Barcelona ao fim da temporada Crédito: Sara Gordon/FC Barcelona

A seleção da Holanda tem um novo comandante. A Real Associação Neerlandesa de Futebol (KNVB) anunciou nesta quarta-feira (12) Xavi Hernández como substituto de Ronald Koeman. Aos 46 anos, o espanhol assinou contrato até a Copa do Mundo de 2030 e terá, pela primeira vez na carreira, a missão de comandar uma seleção nacional.

A chegada do ex-meia encerra um ciclo iniciado por Koeman, que deixou o cargo após a eliminação da Holanda na Copa do Mundo de 2026. A equipe foi eliminada na segunda fase pelo Marrocos, nos pênaltis, depois de empate por 1x1, em Monterrey. Curiosamene, Xavi também sucedeu Koeman quando ele foi demitido do Barcelona em 2021. 

A escolha tem um ingrediente curioso. Campeão da Copa do Mundo de 2010 com a Espanha, Xavi conquistou o título justamente diante da Holanda, derrotada por 1x0 na final disputada na África do Sul. Agora, 16 anos depois, o ex-meia passa para o outro lado da história e assume o comando da seleção que enfrentou naquela decisão.

A ligação de Xavi com o futebol holandês, porém, vai muito além daquela final. Formado na academia do Barcelona, o espanhol teve forte influência de Johan Cruyff e Rinus Michels em sua formação. Além disso, trabalhou com Louis van Gaal, responsável por sua estreia no time profissional do Barça, e Frank Rijkaard, outro treinador importante em sua trajetória.

“Considero uma enorme honra me tornar o treinador da seleção holandesa. Como alguém que se formou na academia do FC Barcelona, com forte influência de Johan Cruyff e Rinus Michels, entre outros, sinto uma ligação especial com o futebol holandês”, afirmou Xavi.

O novo treinador reforçou essa relação ao definir a própria formação como uma espécie de produto da escola holandesa.

“Pode-se dizer que sou um pouco filho do futebol holandês. Outros grandes treinadores, especialmente Louis van Gaal, sob o qual fiz minha estreia no Barcelona, e Frank Rijkaard, também desempenharam um papel importante na minha formação como jogador e treinador”, acrescentou.

1. Carlo Ancelotti (Brasil) – 9,5 milhões de euros (R$ 55,8 milhões) por Rafael Ribeiro/CBF

Xavi promete futebol ofensivo na Holanda

A filosofia de jogo também foi determinante para a escolha. Xavi chega com a intenção de aproximar a Holanda de um estilo que considera característico do país: posse de bola, criatividade, iniciativa e vocação ofensiva.

“A Holanda tem uma rica cultura futebolística e uma visão clara que também me atrai enormemente: futebol ofensivo, baseado na posse de bola, com criatividade, paixão e convicção”, destacou o treinador.

O espanhol, no entanto, deixou claro que a busca por um futebol vistoso não estará acima do resultado.

“Claro que o objetivo mais importante é e sempre será vencer, mas prefiro fazê-lo de uma forma que reflita essas características e que as pessoas possam desfrutar. O potencial para isso existe, assim como uma base sólida para construir. Estou ansioso para começar este desafio junto com os jogadores, a comissão técnica e todos na KNVB.”

A comissão técnica que acompanhará Xavi ainda será definida. A intenção da federação é incluir profissionais holandeses na equipe, justamente para acrescentar conhecimento sobre os jogadores e a cultura local.

“A intenção é montar uma comissão técnica que também inclua contribuições holandesas. O conhecimento holandês de futebol, dos jogadores e da cultura é de grande valor. Combinando o conhecimento e a experiência de cada um, criamos as melhores condições para extrair o máximo de nós mesmos e do elenco como um todo”, explicou Xavi.

Carreira vitoriosa como jogador

Antes de iniciar a carreira como treinador, Xavi construiu uma trajetória histórica no Barcelona. Foram 17 temporadas pelo clube catalão e 767 partidas, número que o coloca como o segundo jogador que mais vezes vestiu a camisa da equipe.

Ao todo, ele conquistou quatro Ligas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes, oito Campeonatos Espanhois, três Copas da Espanha, seis Supercopas da Espanha e duas Supercopas da Europa.

Pela seleção espanhola, o ex-meia disputou 133 partidas, conquistou duas Eurocopas, em 2008 e 2012, e viveu o auge em 2010, quando levantou a taça da Copa do Mundo.

A carreira como treinador começou no Al-Sadd, do Catar, entre 2019 e 2021. No clube, Xavi conquistou sete títulos, incluindo o Campeonato do Catar na temporada 2020/21.

Em 2021, recebeu a oportunidade de comandar o Barcelona. Curiosamente, foi justamente para ocupar o cargo deixado por Ronald Koeman. Xavi permaneceu no clube até 2024 e conquistou o Campeonato Espanhol na temporada 2022/23 e a Supercopa da Espanha em 2023.

Desde sua saída do Barcelona, em julho de 2024, o espanhol estava sem clube. Agora, retorna ao futebol para assumir um desafio inédito e de longo prazo.

Tags:

Holanda