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Destaque da Colômbia na Copa revela drama na infância: 'Joguei com uma bala na perna'

Gustavo Puerta, de 23 anos, contou que foi atingido por um tiro aos 10 anos e conviveu com o projétil alojado no corpo por quatro anos antes de passar por cirurgia

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 16:45

Gustavo Puerta em ação pela Seleção Colombiana na Copa do Mundo
Gustavo Puerta em ação pela Seleção Colombiana na Copa do Mundo Crédito: Reproduçã/redes sociais

Um dos nomes de destaque da Colômbia na Copa do Mundo de 2026, o volante Gustavo Puerta revelou uma história de superação que marcou sua trajetória antes de chegar ao futebol profissional. Em entrevista ao programa Un Break, o jogador de 23 anos contou que levou um tiro aos 10 anos, quando ainda era criança, e precisou conviver durante quatro anos com a bala alojada em sua perna.

O episódio aconteceu quando Puerta voltava para casa após realizar uma tarefa para o pai. Durante o caminho, o colombiano acabou ficando no meio de uma perseguição envolvendo criminosos, que terminou em uma troca de tiros. Ele passava pelo local de bicicleta quando foi atingido por uma bala perdida.

“Infelizmente, eu estava voltando para casa depois de buscar um dinheiro para o meu pai. Estavam perseguindo um rapaz que queriam matar e, quando passei de bicicleta, acabei sendo atingido. Joguei a bicicleta no chão e me atirei na grama. Só depois de alguns segundos percebi um enorme buraco na bermuda”, relatou.

Gustavo Puerta por Reprodução/redes sociais

O volante afirmou que a dor provocada pelo ferimento fez com que ele desmaiasse e revelou que, mesmo ainda criança, sua principal preocupação era saber se conseguiria continuar praticando futebol.

“Eu tinha apenas 10 anos. A bala não atravessou a perna, ficou alojada e parecia que estava queimando minha carne por dentro. Desmaiei de dor. Quando cheguei ao hospital, a primeira coisa que perguntei foi se poderia voltar a jogar futebol. Era isso que mais me preocupava”, contou.

Segundo Puerta, os médicos decidiram inicialmente não realizar a retirada do projétil porque a bala estava em uma região delicada, próxima à artéria aorta, aumentando o risco de uma hemorragia durante o procedimento.

Uma primeira tentativa de cirurgia chegou a ser feita em 2015, mas foi interrompida devido aos perigos envolvidos. Somente três anos depois, em 2018, o jogador conseguiu retirar definitivamente a bala da perna.

“Graças a Deus, a bala bateu primeiro no chão e depois na bicicleta. Se tivesse chegado com mais força, teria quebrado meu fêmur e a história seria outra. Ela ficou no meu corpo até 2018. Era difícil competir assim. No frio ou quando havia lua cheia, eu sentia muitas dores”, lembrou.

Trajetória de Puerta no futebol

Mesmo diante das dificuldades, Gustavo Puerta seguiu no futebol e construiu uma trajetória de superação até se tornar um dos destaques da Colômbia na Copa do Mundo de 2026. O volante iniciou a carreira profissional aos 18 anos, pelo Bogotá, em 2021, e dois anos depois foi contratado pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Sem conseguir espaço imediato no clube alemão, o colombiano acumulou empréstimos para o Nuremberg, também da Alemanha, e para o Hull City, da Inglaterra, antes de encontrar estabilidade no futebol espanhol.

Na temporada passada, Puerta chegou ao Racing de Santander e teve papel importante na campanha que levou o clube de volta à elite espanhola após 14 anos. O bom desempenho no futebol espanhol chamou atenção da comissão técnica da Colômbia e ajudou o meio-campista a conquistar uma vaga na seleção que disputou a Copa do Mundo de 2026.

Tags:

Copa do Mundo Colômbia