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Gabriel Rodrigues
Publicado em 18 de novembro de 2015 às 12:32
- Atualizado há 3 anos
O triunfo do Brasil por 3 a 0 sobre o Peru deixou os torcedores felizes na Arena Fonte Nova. Mas ao entrar na sala para a coletiva de imprensa após o jogo, o semblante do técnico Dunga era de irritação. Apesar do terceiro triunfo e terceiro lugar na tabela de classificação das Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia de 2018, algo deixava o treinador incomodado. O desconforto logo foi esclarecido. Dunga se mostrou contrariado por ter que abrir o último treino da seleção para a torcida. O movimento fez parte de uma ação beneficente. Quem comprou o ingresso para o show de Ivete Sangalo ganharia o direito de acompanhar a atividade da seleção no sábado (14), mas com a mudança no duelo contra a Argentina, a logística da seleção foi alterada e o técnico não gostou de ver as arquibancadas de Pituaçu lotadas de fãs. Jogadores da seleção falam em ano de recuperação após triunfo sobre o Peru"Nós somos organizados, mas muita gente não quer que sejamos. Além de ser pouco tempo para treinar, têm que nos dar certa privacidade. As pessoas têm que entender que no futebol há vários interesses, mas nós temos um só e esse planejamento deve ser obedecido em respeito à seleção brasileira", explicou o treinador. Seleção só volta a atuar em março do ano que vem, quando encara o Uruguai (Foto: André Mourão/MoWA Press)Sobre o jogo, Dunga elogiou a atuação da seleção no triunfo e citou a 'escola brasileira' para explicar a busca pelo futebol bonito e eficiente. "Insistir com a escola brasileira, do drible, da criatividade. Podemos melhorar se circularmos a bola mais rapidamente de um lado para o outro, colocarmos o adversário em dificuldade no um contra um, com uma transição mais rápida. Mas, aos poucos, a equipe vai se encaixando. Mudamos alguns jogadores, mas a equipe teve progresso atuando compacta", afirmou. SequênciaO duelo na Fonte Nova marcou a última partida da seleção em 2015. O próximo compromisso será apenas em março de 2016, quando enfrenta Uruguai e Paraguai, também pelas eliminatórias. Uma das preocupações de Dunga é em relação ao tempo de trabalho. O treinador lamenta a falta de mais encontros e torce para que o que foi construído não seja perdido. "Não há muito o que fazer com os jogadores nos seus clubes. Não teremos tempo para treinar, teremos que conversar com os jogadores e torcer para que, em março, eles retornem em boas condições clínicas e físicas, em bons momentos nos seus clubes", disse Dunga. >