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Julgamento revela que goleiro foi amarrado, ameaçado com faca e teve milhões levados em assalto

Donnarumma e a esposa relembraram à Justiça francesa os momentos de violência durante invasão ao apartamento do casal em Paris

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 18:50

Giuanluigi, capitão da seleção itáliana
Giuanluigi, capitão da seleção itáliana Crédito: Divulgação/Fifa

O julgamento dos suspeitos de assaltar Gianluigi Donnarumma em Paris, em julho de 2023, trouxe à tona detalhes da noite de terror vivida pelo goleiro e sua então namorada, Alessia Elefante. Segundo os relatos apresentados à Justiça francesa, o casal foi surpreendido dentro de casa, agredido, amarrado e ameaçado durante a ação criminosa.

Na época, Donnarumma ainda defendia o Paris Saint-Germain e morava com Alessia em um apartamento na Avenue Montaigne, uma das áreas mais luxuosas da capital francesa. A então namorada do goleiro estava grávida quando o crime aconteceu.

De acordo com o depoimento de Donnarumma, ele acordou depois que um dos invasores entrou no quarto e ordenou que ficasse em silêncio. O jogador foi atingido no rosto com um soco-inglês e, em seguida, ameaçado com uma faca. O criminoso queria saber onde estavam os relógios de luxo e Donnarumma apontou para um Audemars Piguet que estava sobre uma cômoda.

Yassine Bounou (Marrocos e Al-Hilal) por Divulgação

Alessia também foi alvo de agressões. Depois de ser amarrada, ela entregou aos criminosos cerca de R$ 12 mil em dinheiro, um relógio Cartier e joias. O grupo ainda exigiu a senha de um cofre, mas ela afirmou que não conhecia o código e que o compartimento estava vazio.

A resposta dos assaltantes teria sido violenta. Segundo o relato apresentado durante o julgamento, Alessia teve o cabelo puxado e foi atingida nas pernas. “Eu disse que estava grávida, mas eles continuaram”, relatou Alessia aos investigadores.

A invasão teria começado pela parte externa do prédio. Os criminosos usaram uma escada para alcançar o telhado do edifício e, de lá, desceram até a varanda do apartamento. Depois, quebraram uma janela para entrar no imóvel.

Além dos relógios, os assaltantes levaram joias, bolsas de luxo, dinheiro e chaves de carros. As primeiras estimativas indicaram um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões.

Após a fuga do grupo, Donnarumma e Alessia conseguiram se soltar e buscaram ajuda em um hotel próximo. Posteriormente, os dois foram encaminhados ao hospital.

Três homens são julgados em Paris

O caso voltou a ganhar repercussão com o julgamento de três homens na capital francesa. Ilyas Kherbouch, conhecido como Ganito, e Khyan Mamouni, chamado de Kiki, são acusados de coordenar o assalto enquanto estavam presos. Os dois negam participação no crime.

Moktar Diop, de 24 anos, também responde pelo caso. Ele admitiu ter participado da invasão, mas rejeita a responsabilidade pelas agressões contra Donnarumma e Alessia.

Um quarto suspeito, que havia reconhecido participação no assalto, morreu na prisão em 2024. Outros dois envolvidos, que eram menores de idade na época do crime, foram julgados pela Justiça juvenil em julho deste ano e receberam penas de três e quatro anos de prisão.

O julgamento também foi marcado por momentos de tensão. Kherbouch e Mamouni chegaram a discutir com policiais e foram retirados da sala de audiência. De acordo com o portal The Telegraph, a sessão precisou ser interrompida após insultos e confusão no tribunal.

Donnarumma deixou o PSG ao fim da temporada 2024/25 e atualmente defende o Manchester City. Três anos depois do assalto, os detalhes do crime voltaram ao centro das atenções com os depoimentos do goleiro e de sua esposa expostos durante o julgamento em Paris.