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Pedro Carreiro
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 17:48
O basquete brasileiro perdeu nesta quinta-feira (13) um de seus grandes nomes. Carlos Massoni, conhecido como Mosquito, morreu aos 87 anos. Campeão mundial com a seleção brasileira em 1963, o ex-armador também fez parte das equipes que conquistaram medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, e Tóquio, em 1964. >
A morte foi comunicada pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB), que homenageou o ex-jogador e destacou a importância de sua trajetória para o esporte nacional.>
“A Confederação Brasileira de Basketball lamenta a perda irreparável de um herói do basquete brasileiro, desejando seus pêsames e abraçando neste momento de dor todos os amigos e familiares de Mosquito. Sua história e seu legado são eternos, ecoando por gerações de futuros basqueteiros”, publicou a entidade.>
Nascido em São Paulo, Mosquito deu os primeiros passos no basquete pela Associação Atlética São Paulo antes de se profissionalizar no Palmeiras. Foi pelo clube paulista que começou a ganhar destaque e, posteriormente, construiu uma longa trajetória no Sírio, onde atuou por dez temporadas. >
Com a seleção brasileira, o ex-armador esteve presente em diferentes conquistas internacionais. O principal momento veio em 1963, quando o Brasil conquistou o Mundial disputado no Rio de Janeiro e Mosquito integrou o elenco campeão.>
Ele também esteve no pódio das edições seguintes do Mundial, com a medalha de bronze em 1967 e a prata em 1970. Nos Jogos Pan-Americanos, conquistou o bronze em Chicago, em 1959, a prata em São Paulo, em 1963, e o ouro em Cali, em 1971.>
Nas Olimpíadas, além dos bronzes de Roma e Tóquio, Mosquito fez parte de uma geração histórica do basquete brasileiro ao lado de nomes como Wlamir Marques e Amaury Pasos.>
Depois de defender o Sírio, o jogador ainda passou por Portuguesa e São Caetano, clube pelo qual encerrou a carreira nas quadras. Formado em Educação Física, também trabalhou como técnico e professor após deixar de atuar profissionalmente.>
A CBB ainda destacou as características de Mosquito dentro de quadra e lembrou uma participação do ex-jogador, em 2023, em uma celebração pelos 60 anos da conquista do Mundial de 1963.>
“Foi um dos mais raçudos da sua geração, com uma entrega coletiva impressionante. Era especialista na armação de jogo e nas infiltrações para a bandeja. Em 2023, participou ao lado dos amigos da Geração de uma festa organizada pela CBB para comemorar os 60 anos da conquista do bicampeonato mundial em 1963, no Rio de Janeiro, ao lado da família. Descanse em paz, lenda!”, homenageou a entidade.>