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Mariana Rios
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 16:43
O nadador polonês Bartłomiej Kubkowski entrou para a história da natação em águas abertas ao se tornar o primeiro atleta a completar a travessia do Mar Báltico entre a Suécia e a Polônia. Foram cerca de 160 quilômetros percorridos em 55 horas ininterruptas, enfrentando temperaturas baixas, ondas, correntes marítimas e um desgaste físico extremo. A façanha foi concluída na segunda-feira (4) e é considerada um marco inédito na modalidade. >
A jornada começou na costa sul da Suécia e terminou na cidade polonesa de Kołobrzeg. Durante mais de dois dias seguidos, Kubkowski permaneceu na água sem dormir. Como determinam as regras das grandes travessias em águas abertas, ele não podia receber qualquer apoio físico da equipe de acompanhamento nem tocar na embarcação de suporte, sendo alimentado e hidratado apenas durante rápidas paradas ao lado do barco.>
10 curiosidades sobre a travessia histórica do Mar Báltico que transformou Bartłomiej Kubkowski em lenda da natação
As condições do Mar Báltico tornaram o desafio ainda mais complexo. Além da temperatura da água, que exigiu resistência ao frio, o atleta enfrentou correntes marítimas variáveis e mudanças constantes no estado do mar. Em diversos momentos, a navegação precisou ser ajustada para compensar o desvio provocado pelas correntes, aumentando o desgaste físico e mental ao longo da travessia.>
A conquista ganhou um significado especial porque foi resultado de anos de tentativas. Kubkowski havia fracassado em cinco desafios anteriores para cruzar o Báltico, mas utilizou a experiência acumulada para aperfeiçoar o planejamento, a estratégia de alimentação e o treinamento específico para suportar longos períodos em mar aberto.>
A primeira tentativa havia ocorrido em 2022, quando Kubkowski precisou abandonar a prova após nadar 115 quilômetros durante 32 horas consecutivas.>
O nadador também é detentor do recorde mundial de maior distância percorrida em 24 horas em piscina, marca que reforça sua reputação como um dos principais ultramaratonistas aquáticos da atualidade.>
Após deixar a água, o polonês afirmou que o cansaço era tão intenso que ainda não conseguia compreender completamente o tamanho da conquista. "Estou tão cansado que ainda não sei o que aconteceu", resumiu o atleta, emocionado ao celebrar o feito inédito. Segundo ele, cruzar o Mar Báltico era um sonho perseguido havia anos e representa o maior desafio de sua carreira.>
A travessia também teve caráter beneficente. Assim como em desafios anteriores, Kubkowski aproveitou a visibilidade do feito para arrecadar recursos destinados a instituições que apoiam crianças e jovens em tratamento contra o câncer na Polônia, a Fundação Cancer Fighters.>